SP Innovation Week 2026 · NG Internal

Relatório SPIW 2026 · NG

13 a 15 de maio de 2026 · Pacaembu · São Paulo
11
Palestras processadas
3
Dias de evento

Sumário executivo

Cinco macro-teses que apareceram em múltiplas palestras e devem orientar as decisões da NG nos próximos 90 dias. Cada uma cruzada com as fontes de origem para validação do peso da evidência.

Insight 01

Cultura IA First > tecnologia

A barreira da adoção de IA não é mais técnica — é cultura, governança e capilarização. Quem centraliza IA num "papa-IA" cria gargalo. Quem distribui (ferramentas + capacitação amplas, ranking interno de uso, ritual semanal de partilha) destrava. Berardo da Sami foi explícito: o ROI cultural de IA é invisível nos primeiros 18 meses, mas é o que decide o jogo em 36.

Origem: Folloni (Epic) · Berardo (Sami) · Horn (WhatsApp) · Maçan (Creditas) · Marcelo Pinto (WEG) · McKinsey
Insight 02

Captura de valor pós-IA é o novo desafio do SaaS B2B

A IA gera muito mais valor para o cliente final, mas o SaaS captura cada vez menos via preço-por-seat. Modelo de pricing precisa migrar para % de custo evitado / resultado entregue. A defesa real é efeito de rede + dados proprietários + velocidade — não algoritmo, que virou commodity.

Origem: Bolha de IA (Anderson/Ibri/Barros/Souza) · Unicórnios de 1 Pessoa (Seixas/Cordeiro/Marques/Lima) · IA na Saúde (Chiavegatto)
Insight 03

Brasil tem oportunidade real em infra, mas a política está sabotando

Mundo precisa de +100 GW para data centers de IA em 3 anos, fila para gerador nos EUA é de 4 anos, US$ 50bi para construir 1 GW. Brasil tem energia limpa sobrando — mas o governo aumentou imposto sobre GPUs e estados brigam por regulamentação. Capital paciente existe (FINEP desembolsou R$ 2bi em 3 anos) e está subutilizado pela NG.

Origem: Bolha de IA (Rodrigo Barros / Conselho IA FIESP) · Fronteiras da Inovação (Gradin/GranBio, Skaf/FIESP)
Insight 04

Agentes autônomos: janela de 18 meses

McKinsey: menos de 10% das empresas escalaram agentes em qualquer função. Horn: ~5% das empresas estão na "era dos agentes"; a maioria ainda está "acessando IA" como se fosse Google. Quem ficar em "automação de processo antigo" acumula dívida cultural irrecuperável. Agentes negociando entre agentes (caso Horn: reunião remarcada em 5 minutos) já acontece.

Origem: McKinsey (Rafael Siqueira) · Horn (WhatsApp) · Vibecoding (Vinícius Lana) · Berardo (Sami, Google ADK + A2A em produção)
Insight 05

Solo founder + IA virou viável (e cresce rápido)

Cursor: US$ 40M de ARR por funcionário (160× o benchmark SaaS). Medvi: US$ 1.8bi com 2 pessoas vs Hims&Hers com 2.400. Abacatepay: 20k CNPJs com R$ 0 de mídia paga. Consenso: 100 empresas BR solo com US$ 10M ARR já em 2026; primeira solo brasileira de US$ 1bi até 2027. Implica revisar tamanho-alvo de time, modelo VC vs bootstrap, build in public e velocidade como único moat sustentável.

Origem: Unicórnios de 1 Pessoa (Seixas/Cordeiro/Marques/Lima) · Vibecoding (Vinícius Lana) · Horn (WhatsApp)

Mapa mental — SPIW 2026 para a NG

Quatro grandes dimensões do evento. Use para enquadrar conversas com o time, com o conselho ou com clientes. Máximo 3 níveis, sem ruído.

Mapa mental — SPIW 2026 para a NG

    As 11 palestras

    Cards expansíveis em ordem cronológica. Cada card tem tese central, top highlights, citações, dados-chave, "💡 Como adaptar para a NG" e "FAQ — dúvidas que esta palestra gera" com respostas detalhadas. Use os filtros abaixo ou a busca (🔍) no topo direito para focar.

    Dia
    Trilha
    Qua
    13/05
    11:00

    O Estado da Inteligência Artificial em 2026

    Rafael Siqueira · Partner, McKinsey & Company

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    A IA passou da experimentação para a fase de escalonamento real — mas 62% das organizações ainda estão paralisadas em piloto e menos de 10% conseguiram escalar agentes. O que separa os high performers não é tecnologia: é um novo modelo operacional, liderança sênior comprometida (gap de 3×) e intenção declarada de transformação em vez de incrementalismo (gap de 3,6×).

    Top highlights

    1. 62% das empresas ainda não escalaram IA para toda a operação — pilotando ou experimentando.
    2. Menos de 10% têm agentes escalados em qualquer função individual. Tech/Mídia/Telecom e Saúde lideram.
    3. Uso em 5+ funções saltou de 4% (2021) para 20% (2025) — quem adota, expande horizontalmente rápido.
    4. Receita aumenta em product dev (67%), marketing/vendas (65%), estratégia (62%).
    5. Imprecisão é o risco #1 — 30% já vivenciaram, 54% mitigando ativamente.

    Citação forte

    Não vejo IA como feature. Vejo como novo modelo operacional.
    Rafael Siqueira · McKinsey

    Dados-chave

    • Pesquisa QuantumBlack/McKinsey · n=1.961 · jun-jul 2025
    • Totalmente escalada: 7% · Escalando: 31% · Pilotando: 30% · Experimentando: ~32%
    • High performers: 50% esperam mudança transformadora vs 14% dos demais
    • Compromisso de liderança sênior: 48% vs 16% (gap 3×)

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael publica "AI Maturity Score NG" baseado nas 10 práticas McKinsey — vira lead magnet e ferramenta de qualificação de venda.
    2. Thiago apresenta narrativa "saia dos 62% paralisados" em todo deck institucional novo.
    3. Rafael coordena pacote NG "agente com guardrails enterprise" atacando risco #1 (imprecisão).
    4. Thiago exige C-level sponsor no contrato — descalifica deal sem isso, evita piloto eterno.
    5. Métrica north star NG: número de funções de cliente onde IA da NG está em produção (não "clientes ativos com IA").

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?O que conta como "ter escalado" IA e como sair dos 62% paralisados?

    "Escalado" no sentido McKinsey significa uma capacidade de IA disponível como serviço/processo padronizado em pelo menos uma função inteira de negócio (ex.: todo o time de marketing usa o mesmo agente de copy aprovado, com governança e SLA) — não 3 pessoas usando ChatGPT. "Totalmente escalado" implica disponibilidade em toda a empresa, múltiplas funções, governança e medição de impacto.

    O framework canônico de maturidade IA tem 5 níveis: (1) ad-hoc, (2) experimentação isolada, (3) piloto repetível, (4) escalado por função, (5) escalado por empresa com governança. Tirar do nível 2-3 para 4-5 exige caso de uso com ROI provado em piloto → redesenho end-to-end do processo → integração com sistemas e dados → gestão de mudança nas pessoas → observabilidade e SLA.

    Aplicação NG: Definir 1 caso interno (agente de qualificação de leads no SDR) e 1 caso para cliente (agente embutido no produto), levar ambos do "experimento" para "escalado por função" em 90 dias. Para cada caso, dar nota 0-3 nos 10 itens do pacote McKinsey e atacar o mais fraco primeiro. Métrica north star: número de funções de negócio do cliente onde a IA da NG está em produção.

    ?O que conta como "agente" no sentido McKinsey (<10% escalaram)?

    A McKinsey distingue assistente de IA (responde a prompts pontuais) de agente de IA (executa tarefas multi-step com autonomia, consultando ferramentas/APIs e tomando decisões em escopo definido). "Escalar agentes" implica produção, governança, volume real — não demos isoladas.

    Definição canônica vem de papers como ReAct (Yao et al., 2022) e AutoGPT: agente = LLM + ferramentas + memória + loop de planejamento. Em produção corporativa: LangGraph, Google ADK, Microsoft Semantic Kernel, CrewAI, Anthropic Claude com tool-use. Escalar implica observabilidade (Langfuse, LangSmith), guardrails (NeMo, Lakera), avaliação contínua (Braintrust) e human-in-the-loop em decisões críticas.

    Aplicação NG: decidir explicitamente — vamos construir agentes (não só features com IA) ou ficar no nível "ChatGPT-wrapper"? Se sim, escolher framework (Anthropic SDK + tool-use é o mais maduro hoje). Observabilidade desde o dia 1. Vender "agente NG para [função X]" — janela de 18-24 meses antes da commodity. Métrica: % de casos resolvidos end-to-end pelo agente sem intervenção humana.

    ?Como aplicar o "pacote McKinsey de 10 práticas" como diagnóstico de vendas?

    O slide 11 lista 10 práticas dos high performers (modelo ágil, estratégia ligada a valor, recursos, talento, padrões de qualidade, redesenho de processos, etc.), todas com prevalência ~2× superior à média. É um questionário diagnóstico pronto: cada item vira pergunta yes/no/parcial, gera mapa de calor que justifica engagement consultivo.

    Diagnósticos estruturados como vendas-de-entrada são prática estabelecida em BCG GAMMA, Deloitte AI Institute, Accenture, e replicados por SaaS via "Maturity Assessments" (Salesforce, HubSpot, Snowflake todos têm). Mecânica: questionário online (5-10 min) → relatório PDF automatizado com benchmark do setor → reunião de devolução (1h) com vendedor → proposta. Conversão típica 15-30% lead-a-MQL.

    Aplicação NG: formulário web "AI Maturity Score NG" com 10 perguntas (1 por prática) + 3 qualificadoras (setor, faturamento, dor). Output: score 0-30, posicionamento vs média (citar McKinsey), 3 recomendações por faixa. Distribuir como lead magnet: LinkedIn orgânico, parcerias FIESP/Abes/ABStartups. Reunião de devolução é a abertura comercial. Custo de construção: 1-2 semanas com Vibecoding/Replit. Responsável: Rafael.

    ?"Imprecisão é o risco #1" — como mitigar em SaaS B2B?

    30% das organizações já vivenciaram problemas de imprecisão; 54% trabalham ativamente para mitigar. Em seguida vêm cibersegurança (51%), conformidade regulatória (43%), violação de IP (38%), privacidade (38%). "Imprecisão" cobre desde alucinação clássica até erro de cálculo, classificação errada, recomendação incorreta. Em B2B regulado vira problema contratual.

    Mitigação em camadas é padrão: (1) RAG bem feito — recupera contexto antes de gerar (reduz alucinação 30-50% por benchmark HELM/RAGAS); (2) constrained generation — schema JSON, function calling, structured outputs (OpenAI/Anthropic nativos); (3) evaluator-judges — segundo LLM avalia a resposta do primeiro (Zheng et al. 2023); (4) guardrails determinísticos — regex, validators, business rules; (5) human-in-the-loop em decisões críticas; (6) observabilidade com flagging de outputs anômalos (DeepEval, Phoenix, Langfuse).

    Aplicação NG: Rafael mapeia todos os pontos onde IA gera output que vira ação irreversível para o cliente (lista provavelmente curta — 5-10 pontos). Para cada um, aplicar as 6 camadas. Página pública de "AI Safety & Reliability" no site — material de venda enterprise. SLA explícito de precisão por caso de uso (ex.: "agente classifica corretamente em 95% dos casos com escalada humana em 5%").

    ?O que separa um high performer (50% transformação) dos demais (14%)?

    Slide 9: 50% dos high performers esperam mudança transformadora vs 14% dos demais (gap 3,6×). Slide 10: 48% concordam totalmente que líderes sênior têm responsabilidade sobre IA, vs 16% (gap 3×). Os dois gaps juntos sugerem que o diferencial é ambição declarada + accountability sênior, não capital ou tech.

    Pesquisas de transformação digital (Westerman/MIT, Kane/Deloitte) chegam à mesma conclusão há 15 anos: sponsorship executivo é o preditor #1 de sucesso, à frente de orçamento e tecnologia. Em IA: CEO usa IA pessoalmente, define meta transformadora pública, dedica % do tempo de board para IA, eleva o CTO/CDO.

    Aplicação NG: Thiago (CEO) precisa ter um agente pessoal em uso diário — second brain, transcrição de reunião, análise de dashboards. Liderar pelo exemplo. Meta pública e ambiciosa: "Em 2027, 70% do trabalho operacional da NG é feito por agentes". Comitê de IA mensal com Rafael + Thiago + heads — pauta fixa de 1h. Levar resultado trimestral para validação do Fernando no board. Exigir do cliente o mesmo no contrato: envolvimento ativo de C-level cliente como sponsor.

    Qua
    13/05
    18:00

    As novidades mais quentes da Inteligência Artificial

    Deborah Folloni · Founder, Epic

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    A barreira da IA não é mais tecnologia — é adoção, cultura e tradução. 99% das pessoas estão "aware" mas não estão se mexendo. Quem implementa IA bem consegue traduzir o técnico em operacional e espalhar a palavra pela organização inteira, em vez de concentrar em um "papa-IA".

    Top highlights

    1. Não centralize IA em uma pessoa de inovação — vira gargalo.
    2. Governança ANTES do uso em indústria regulada: rastreabilidade, observabilidade, logs auditáveis.
    3. Dinâmica semanal de share — toda sexta o time conta o que tentou, deu certo, aprendeu.
    4. Organização de código importa para token economy — Claude Code com estrutura clara > Lovable sem opinião.
    5. Custo Claude Code é simbólico — R$ 1.200/mês vs R$ 30k de um dev.

    Citações

    Vai ter que aprender andando de bicicleta mesmo. O melhor jeito é tomar uns tombos no meio do caminho — pra isso precisa ter o arcabouço de governança.
    Deborah Folloni
    Quanto mais você deixa o modelo ir livre, mais você está descobrindo coisas que você consegue fazer com aquela tecnologia.
    Deborah Folloni

    Dados-chave

    • ~99% das pessoas cientes da IA mas não usando ativamente
    • US$ 500M de contrato Anthropic-governo americano cancelado por recusa ética
    • GitHub e Anthropic migraram de opt-in para opt-out em treinamento com código privado
    • Team Claude Code: ~US$ 100-200/mês (R$ 1.200) equivalente

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael lança ritual "AI Sextou" — sexta 16h-16h30, 2 apresentadores rotativos, template fixo, banco em Notion.
    2. Não criar "papa-IA" — Rafael distribui conhecimento por todos os times; nenhuma área terceiriza adoção.
    3. Rafael coordena setup de governança AGORA — Langfuse self-hosted, política Shadow AI, DPA com Anthropic+OpenAI.
    4. Rafael lidera refactor para "AI-friendly" — CLAUDE.md por subpasta, READMEs curtos, vertical slicing.
    5. Thiago aprova Claude Max para 100% dos devs — US$ 200/mês vs custo de dev é desprezível.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?Como rodar o ritual semanal "sexta-feira de IA" sem ele virar burocracia?

    Folloni descreve: toda sexta, o time conta o que tentou, o que deu certo, o que aprendeu. Formato leve (15-30 min), não obrigatório-mas-cultural, rotação de apresentadores para que todos compartilhem, sem PowerPoint — show & tell.

    Práticas equivalentes documentadas: "Friday Demos" do Spotify, "Show & Tell" da Basecamp, "AI Office Hours" da Anthropic interna (citado por Mike Krieger), "Prompt Library Reviews" comuns em empresas com adoção alta. Formato típico: 2-4 pessoas/semana, cada uma 3-5 min, sem slides, demo na tela, perguntas. Acumula em canal Slack "ai-wins" ou Notion compartilhado.

    Aplicação NG: Rafael agenda recorrente sexta 16h-16h30 — "AI Sextou". Calendário rotativo de 2 apresentadores/semana, qualquer área. Template fixo: (a) problema que tentei resolver, (b) ferramenta, (c) o que funcionou, (d) o que não funcionou, (e) tempo gasto. Banco em Notion. Meta: 8 cases/mês após 60 dias. Rafael faz a 1ª sessão para dar exemplo e desbloquear o time.

    ?O que é "Print Press" e quando usar para sistemas legados sem API?

    Folloni recomendou (linhas 352-403 da transcrição) "Print Press" — "transforma qualquer coisa em CLI, daí você dá o CLI para o agente, faz uma skill que ensina os comandos". Solução para sistemas legados sem API. Nota: o nome pode ter sido transcrito imprecisamente — não validamos em fontes públicas. Pode ser referência a uma ferramenta CLI específica.

    A categoria existe com várias soluções equivalentes: Playwright/Puppeteer scripts para automação web expostos como CLI; Pexpect/expect para terminal interativo (telnet, ssh, mainframe); MCP servers (Anthropic) que expõem comandos shell como ferramenta de LLM; Browser-Use (agente que controla browser, ótimo para ERPs web sem API); OpenAdapt (grava interação humana com app desktop, depois replica).

    Aplicação NG: Rafael mapeia quais clientes da NG têm ERPs/sistemas sem API mas são origem/destino crítico de dados. Para cada um, decidir: (a) RPA (UIPath, Power Automate), (b) wrapping com Playwright/Browser-Use, (c) MCP server custom. Constrói skill reutilizável do agente NG — cada cliente liga "conector legado" em 1h. Valor para venda: "integramos com seu ERP de 1998 sem você precisar pedir nada pro fornecedor". Tarefa adicional: pingar a Folloni para confirmar o nome real (newsletter epicnewsletter.com.br).

    ?"R$ 1.200/mês de Claude vs R$ 30k de dev" — é exato? Como justificar para o board?

    O custo R$ 1.200 é por dev usuário (Claude Max $100-200/mês). O argumento é ROI individual: cada dev com Claude Code rende 3-4× — pagar 4% extra para potencialmente 3-4× saída. Vale para devs maduros que sabem direcionar IA.

    Anthropic Claude Code tem 3 planos: Pro ($20/mês), Max 5x ($100/mês), Max 20x ($200/mês). Equivalentes: Cursor ($20/Pro, $40/Business), Windsurf, GitHub Copilot Business ($19/usuário). Cuidado importante: estudo METR (julho 2025) mostrou que dev sênior em projeto que conhece bem fica ~20% mais lento com IA — o paradoxo da expertise. ROI 3-4× é mais real para devs em códigos novos, juniors ou prototipação.

    Aplicação NG: Thiago aprova Claude Max $100 ($200 se justificado) para 100% dos devs — custo total ~R$ 6-12k/mês para time de 10 (desprezível). Cursor Business ou Windsurf Pro também — concorrentes diretos. Treinar uso adequado — sem treinamento, vira shelfware. Métrica: ciclo médio de PR (idea → merged) e % de commits que tocaram ferramenta IA. Meta: redução de 30% no ciclo em 90 dias. Comunicar abertamente que sêniors vão piorar antes de melhorar (paradoxo METR).

    ?Como preparar um repo NG para ser "AI-friendly" e reduzir consumo de token?

    Pastinhas por página/comportamento evitam que o modelo varra 500 arquivos. Lovable falha (sem opinião de arquitetura); Claude Code com estrutura clara funciona. Ponto técnico: LLMs têm context window limitado (Sonnet ~200k, Opus 4 1M com cache). Repo desorganizado = mais tokens irrelevantes = custo + alucinação + lentidão.

    Práticas canônicas ("Claude Code Best Practices" Anthropic):

    • CLAUDE.md / .cursorrules na raiz: arquitetura, convenções, comandos comuns.
    • Pastas por feature/domínio (vertical slicing), não por tipo (controller/service/model).
    • README curto em cada pasta (5-10 linhas).
    • Naming consistente — agente encontra arquivos por busca semântica.
    • Comandos `npm run`/`make` documentados — agente sabe buildar/testar.
    • Test files próximos ao código (não em /tests longe da fonte).
    • Arquivos curtos (<300 linhas).
    • MCP servers locais para expor banco, logs, Linear/Jira como ferramentas.

    Aplicação NG: Rafael cria CLAUDE.md na raiz de cada repo NG. Refatora 1 repo por sprint para vertical slicing — começa pelo mais alterado. README.md curto em cada subpasta. Instala MCP servers para banco (Postgres MCP), logs (Sentry MCP), Linear/Jira MCP. Métrica: tempo médio de "tarefa completada por agente sem rollback" — deve cair conforme repo melhora.

    ?O que é "governança ANTES do uso" para SaaS B2B não regulado?

    Mesmo SaaS não regulado tem cliente enterprise que vai pedir governança. Quanto antes a NG montar (mesmo simples), mais barato. Esperar "ficar grande" para montar é 10× mais caro.

    Stack mínima de governança de IA: logging de prompts e respostas (Langfuse, LangSmith, Helicone) — todo prompt logado com user_id, timestamp, custo, latência, resultado; PII redaction antes de enviar para LLM externo (Microsoft Presidio, AWS Comprehend, regex); política de retenção (LGPD: justificar finalidade); Data Processing Agreement (DPA) com fornecedores (OpenAI Enterprise sem treinamento, Anthropic idem, AWS Bedrock isola por VPC); audit trail de mudanças em prompts/agentes (versionamento como código); eval suite rodando em CI; guardrails; política interna de Shadow AI; comunicação ao cliente — página pública de "como tratamos dados com IA" (vira diferencial em RFP).

    Aplicação NG: Rafael adota Langfuse self-hosted (open source) para logar 100% dos prompts — semana 1. Escreve política Shadow AI: ferramentas aprovadas (Claude Teams, ChatGPT Enterprise), proibidas para dados de cliente, processo para aprovar nova ferramenta. DPA com Anthropic + OpenAI confirmando opt-out de treinamento. Página pública "AI Trust" no site NG. Versionar prompts no Git como código (não em strings inline).

    Qua
    13/05
    19:00

    E aí? Estamos numa bolha de IA?

    Anderson Thees (Redpoint eVentures) · Daniel Ibri (Mindset Ventures) · Rodrigo Barros (Conselho IA FIESP) · Gustavo Souza (SaaSholic, mod.)

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    Não estamos numa bolha clássica — estamos numa rara onda estrutural que justifica os preços. Os múltiplos atuais (Anthropic 4,4× em 5 meses, OpenAI 125× em 28 meses) são sustentados por receita real. Bolha clássica exige varejo exposto a perder; o varejo ainda não está em startups de IA. Mas haverá ajustes pontuais. Para SaaS B2B, o desafio é capturar o valor que IA gera para os clientes.

    Top highlights

    1. Validação histórica: Microsoft em OpenAI a 145× receita em 2023 → hoje OpenAI faz US$ 25bi ARR. Não era bolha, era visão.
    2. 3 perfis no portfolio Redpoint: beneficia direto, reposicionando, em risco.
    3. Brasil tem vantagem real em infra: energia limpa, mas governo aumentou imposto sobre GPUs.
    4. Captura de valor é o novo desafio do SaaS: efeito de rede como defesa.
    5. Estratégia dominante (Anderson): "ser o melhor profissional possível usando o máximo de AI hoje. Não tem downside."

    Citações

    Você só sabe que tinha uma bolha pelo retrovisor, depois que ela estourou.
    Anderson Thees · Redpoint
    Se aumenta o retorno sobre capital em 1,5 pp e o crescimento em 2,5 pp, a empresa vale o dobro.
    Rodrigo Barros · Conselho IA FIESP
    Eu nunca me senti tão incompetente em acompanhar o que está acontecendo. Se acostumem com o desespero.
    Anderson Thees

    Dados-chave

    • Anthropic ARR: US$ 10bi (dez/25) → US$ 44bi (abr/26) = 4,4× em 5 meses
    • OpenAI ARR: US$ 200M (jan/23) → US$ 25bi = 125× em 28 meses
    • Hyperscalers a 22-28× lucro = média histórica Nasdaq
    • Mundo precisa de +100 GW em 3 anos · fila para gerador EUA: 4 anos
    • US$ 50bi para 1 GW de data center de IA
    • Brasil PMEs < R$ 10M com IA: +37% output por hora-homem (FIESP)
    • Brasil top 5 originadores de ciberataques globais

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Thiago apresenta frame "+1,5pp ROIC + 2,5pp crescimento = 2× valor" no próximo deck institucional; Fernando valida em board.
    2. Rafael lidera revisão de captura de valor pós-IA — desenha 2 modelos de pricing por resultado vs por seat.
    3. Rafael prioriza efeitos de rede no roadmap — stickiness via dados acumulados.
    4. Thiago define compute em US-East enquanto Brasil resolve infra de data center.
    5. Postura "se acostumem com o desespero": Rafael e Thiago dedicam 4-6h/sem para acompanhar AI. Capex de competitividade.
    6. Thiago aproxima GT Infraestrutura FIESP via Rodrigo Barros — Fernando valida em board.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?"Anthropic $10B → $44B em 5 meses" — esse número é confiável?

    O painelista cita ARR (Annual Recurring Revenue) anualizado a partir de receita do mês corrente × 12, o que tende a inflar números em curva exponencial. The Information e Bloomberg confirmaram em out/2025 ~$5B ARR; em fev/2026 estimativas falavam em ~$10-14B. O número $44B em Abr/26 é provavelmente runrate de Abril × 12 (não ARR estável). É inacurado contabilmente, mas comum no mercado de IA pelo crescimento exponencial.

    ARR de modelos de fundação inclui pagamentos por API (uso variável, não verdadeiramente "recorrente"), o que torna o número volátil.

    Aplicação NG: não tomar ARR de empresas de IA pelo valor de face. Para a própria NG, separar ARR estável (assinatura fixa) de revenue de uso (créditos, tokens, eventos). Conselheiros e investidores vão querer ver os dois separados. Acompanhar The Information, Bloomberg AI, Stratechery, Latent Space. Comunicação interna: "Anthropic cresce 4× em 5 meses; nosso desafio não é igualar — é não ser engolido pela onda. Redobrar velocidade de release."

    ?O que é o frame "+1,5pp ROIC + 2,5pp crescimento = 2× valor" e como usá-lo numa proposta?

    Simplificação do modelo McKinsey "Value Driver Tree" — valor de empresa é função de ROIC, crescimento, custo de capital. Pequenas melhorias em ROIC e crescimento se multiplicam pelo perpetuity.

    A fórmula canônica vem do "Value Driver Formula" (Koller/Goedhart/Wessels — "Valuation"). Valor = (NOPAT × (1 - g/ROIC)) / (WACC - g). Quando ROIC > WACC, crescimento cria valor. Para empresa típica com ROIC 10%, WACC 8%, g 3%: aumentar para ROIC 11,5%, g 5,5% pode quase dobrar o valor terminal. É um discurso de venda potentíssimo para CFO/CEO.

    Aplicação NG: Rafael cria slide "Impacto no valor da empresa" no deck enterprise — fórmula simplificada. Traduz o que a NG entrega em ganhos de ROIC (custo evitado por automação) e crescimento (servir mais clientes com mesma equipe). Calculadora simples: input do cliente (faturamento, margem, WACC) → output (valor incremental da empresa com NG). Pitch interno NG ao próprio board com o mesmo frame.

    ?Banco saiu de 30 → 2 pessoas em concessão de crédito — que stack, como replicar?

    Rodrigo Barros (Conselho IA FIESP) citou caso real: instituição financeira foi de 30 analistas de crédito para 2 estagiários júnior. Não citou o nome — pelo perfil, hipóteses: banco médio brasileiro, fintech consolidada, braço de crédito de varejista grande. Salto 30→2 implica automação end-to-end do underwriting, não só assistência.

    Estratégia documentada em cases públicos (Nubank, C6, Banco Pan, Klarna): credit scoring tradicional (gradient boosting em dados de bureau) → LLM/NLP para documentos não-estruturados (contracheque, IR, extratos PDF) → agente de orquestração (coleta dados, pede esclarecimento via WhatsApp, gera resumo) → decision engine com regras + score + flags de fraude → human-in-the-loop para casos limítrofes (10-20%) → explicabilidade (LIME, SHAP — exigência BACEN). Stack: Python + scikit/XGBoost + LangChain ou ADK + Snowflake/Databricks + API gateway.

    Aplicação NG: Rafael identifica processo análogo no produto NG ou nos clientes que poderia ir de N analistas para 2. Estudar caso Klarna ("equivalente a 700 atendentes substituídos"). Posicionar venda como "AI Worker" em vez de "AI Assistant" — preço de "headcount substituído" justifica ticket alto. Vender com paranoia: human-in-the-loop e explicabilidade prontos.

    ?O que é "saaspocalypse" e a NG deveria ter medo?

    Anderson Thees: "não é Saaspocalypse generalizado, mas é para várias categorias". 3 perfis no portfólio: (a) beneficia direto (já trabalhava com IA), (b) reposicionando, (c) em risco (não entendeu o que IA fará). "Saaspocalypse" = tese de que SaaS B2B tradicional (per-seat, dashboards) será comoditizado por agentes IA que executam direto.

    Termo popularizado por Jason Lemkin (SaaStr) e Brad Lightcap (OpenAI) em 2024-2025. Exemplos vivos: Cursor comendo IDEs; Vercel v0 comendo design tools; Harvey comendo legaltech; Sierra comendo CX SaaS. Argumento contrário (a16z, Sequoia): SaaS sobrevive em verticais onde regulação, integração e contexto de negócio são moats.

    Defesas: vertical especialização profunda; workflow ownership; network effects; compliance e regulação; system of record; mudança de pricing para outcome-based.

    Aplicação NG: Rafael faz auditoria honesta — em qual dos 3 perfis a NG está? Provavelmente (b) tentando (a). Risco real: congelar em (b). Atacar moats defensáveis: dado proprietário do uso, integrações brasileiras específicas, comunidade de clientes. Migrar pricing do "per seat" para "% do trabalho automatizado". Pesquisa proativa com clientes top: "se IA fizesse isso sozinha, você cancelaria a NG?" — calibra prioridade. Thiago apresenta resultado em board.

    ?Brasil tem $50bi/1GW para data centers — como aproveitar comercialmente?

    Brasil tem energia limpa (sol/vento Nordeste). Mas governo aumentou imposto sobre GPUs; estados brigam regulamentação. GT infraestrutura FIESP se mobilizando. A NG não vai construir data center ($50bi capex). Mas a oportunidade é estar do lado "demanda inteligente" — quanto mais data center BR local com IA, melhor para SaaS brasileiro (latência menor, custo menor, isolamento de dado).

    Players em movimentação no Brasil 2024-2026: Elea Data Centers, Ascenty (Equinix), Scala, ODATA, TIVIT. AWS, Google e Microsoft expandindo região São Paulo. Movimentação para Nordeste por energia eólica/solar. PL 2331/22 (Política Nacional de Data Centers) em tramitação. NVIDIA expandiu programa de partners brasileiros. Inferência: nos próximos 24 meses, deve ter inferência de IA hospedada no Brasil a preços competitivos.

    Aplicação NG: Rafael avalia custo de migrar inferência IA para região São Paulo (AWS Bedrock, Azure OpenAI region br) vs US-East — para clientes que pedem isolamento BR, é venda. Thiago acompanha PL 2331/22 e GT FIESP (via Rodrigo Barros). Posicionar produto como "inferência no Brasil, dado não sai do país" — diferencial enterprise. Em pricing, avaliar repasse de menor custo local. Fernando valida postura institucional em board.

    Qui
    14/05
    10:30

    Fronteiras da Inovação: Como a Indústria Brasileira está redefinindo seus limites

    Ricardo Pellegrini (Quant FIESP, mod.) · Cleiton Silva (Embraer) · Bernardo Gradin (GranBio) · Luiz Gustavo Kass Mwosa (Grupo Paranoá) · Paulo Skaf (FIESP)

    Plenária SPIWMercado Pago Hall · Palco 18

    Tese central

    A inovação industrial brasileira não é mais promessa — é caminho viável e testado, mas exige três coisas simultâneas: pessoas (cultura, letramento), capital paciente (FINEP, BNDES, lei do bem) e disciplina de portfólio (horizontes H1/H2/H3, TRLs explícitos). Quem não tiver estratégia de dados+IA agora vai morrer nesta revolução industrial.

    Top highlights

    1. Brasil é 11ª economia, mas 52ª em inovação — o que demorava 2-3 anos agora demora 2-3 meses.
    2. Capital paciente existe — FINEP desembolsou R$ 2bi em subvenção em 3 anos. Selic 15% mata projetos via banco comercial.
    3. TRL 5-7 é o "vale da morte" — Brasil bom em ciência básica, falha na transição.
    4. Paranoá saiu da quase-falência em 2015 via digitalização — 1/10 do custo de fábrica nova; vendeu o método como DataWake.
    5. EmbraerX como modelo de spin-off — pariu Eve (eVTOL listada), Visiona, Tempest.
    6. Manifesto Mwosa: custo do dinheiro alto + volume baixo + ambiente hostil + miscigenação = "epicentro da inovação pela dor".

    Citações

    No século XVIII, o artesão que não mecanizou morreu. No XIX, a fábrica que não eletrificou morreu. Em 1960, a que não colocou eletrônica morreu. Agora, a fábrica que não tiver uma estratégia de dados para colocar IA, morreu. Você tem que ter mais medo de ficar parado do que de avançar.
    Luiz Mwosa · Paranoá
    Hoje a gente está conversando com as máquinas. Eu posso perguntar para a máquina: o que eu tenho que fazer para aumentar o lucro? E ela me responde a opinião dela.
    Luiz Mwosa
    Inovação, para mim, é um esporte em equipe.
    Cleiton Silva · Embraer

    Dados-chave

    • Brasil: 11ª economia, 52º Índice Global de Inovação
    • FINEP: R$ 2 bilhões em subvenção nos últimos 3 anos
    • Acelera Startup FIESP: 3.000+ startups contempladas desde 2011
    • GranBio: 450 patentes, 46 produtos, US$ 100M de subvenção DoE para SAF
    • Paranoá: digitalização custou 1/10 de uma fábrica nova; escola interna treina 60 filhos/ano
    • Embraer: 30 anos de transformação, 7 verticais, EmbraerX desde 2016

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael publica modelo H1/H2/H3 explícito no roadmap NG — protege H3 (IA gen, agentes) de KPIs de curto prazo. Thiago valida.
    2. Thiago mapeia capital paciente: FINEP, BNDES, lei do bem, FAPESP — provavelmente NG não pega o que poderia. Fernando valida em board.
    3. Rafael adota linguagem "vale da morte" nas reviews — gate explícito entre feature em design partner e feature escalada.
    4. Rafael transforma ferramentas internas (ops, suporte, vendas) em produto — blueprint DataWake.
    5. Rafael lidera UX "conversar com máquinas" — dashboards passivos viram agentes proativos.
    6. Thiago posiciona Brasil como vantagem — somos forjados no contexto que nossos clientes vivem.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?"Vale da morte TRL 5-7" — como aplicar em SaaS B2B (que não tem TRL)?

    TRL (Technology Readiness Level) é escala NASA/DoD 1-9: TRL 1-3 (ciência), 4-6 (laboratório a piloto), 7-9 (sistema operacional). Para SaaS B2B, o equivalente é a passagem MVP funcional → escala em 50-100 clientes com SLA. GranBio "morreu" tentando atravessar esse vale várias vezes — 450 patentes, várias mortes em nanocelulose, bioquímicos, biocombustíveis.

    O "vale da morte" SaaS é bem documentado: Vale 1: produto funciona em design partner (1-3 clientes) → quebra ao buscar PMF em 10-30 clientes diversos. Vale 2: PMF estabelecido → quebra ao escalar GTM. Vale 3: GTM funciona → quebra ao tentar enterprise (segurança, compliance). Vale 4: enterprise estabelecido → quebra ao internacionalizar. Cada vale requer time, capital e mentalidade diferentes.

    Aplicação NG: Rafael e Thiago mapeiam em qual vale a NG está agora. Para a próxima travessia, planejar explicitamente: que talento falta? que capital? que mudança de processo? Em features grandes, gate de travessia — recursos dedicados, métrica de sucesso, plano de morte/kill se falhar. Buscar capital paciente especificamente para travessia (FINEP) — Selic 15% mata travessia em banco comercial. Fernando valida estratégia em board.

    ?"Capital paciente" — FINEP, BNDES, Lei do Bem — a NG poderia estar usando. Como começar?

    FINEP desembolsou R$ 2bi em subvenção nos últimos 3 anos. TR como taxa básica vs Selic 15%. Lei do Bem em melhoria. Acelera Startup com 3.000+ empresas. A NG, como SaaS B2B fazendo IA, provavelmente se qualifica para FINEP-Tecnova ou subvenção econômica, e possivelmente Lei do Bem.

    Mecanismos: FINEP Subvenção Econômica (não-reembolsável, editais anuais Tecnova, R$ 500k-3M); FINEP-Crédito (Inovacred) (empréstimo TR + spread baixo, 8-10 anos com carência); BNDES MPME Inovadora; Lei do Bem (dedução IRPJ/CSLL de P&D — Lucro Real; PL em tramitação para incluir Presumido); FAPESP PIPE (SP estadual); EMBRAPII (contrata centros de pesquisa, 33% do custo é do governo). Processo: encontrar consultor (Garp, Sebrae, ANPEI), montar projeto técnico, submeter em janela, contrato 60-180 dias.

    Aplicação NG: Thiago verifica se NG é Lucro Real ou Presumido. Se Real, ativar Lei do Bem imediatamente — dedução pode ser significativa retroativa. Próximo edital FINEP-Tecnova IA (mar/set): preparar projeto em 60 dias. Conversar com consultoria (Garp/Inova — comissão 5-15%). Entrar como sócio na ANPEI. Fernando valida candidatura em board.

    ?Paranoá digitalizou fábrica por 1/10 do custo de fábrica nova — o que transpor para SaaS?

    Mwosa recusou banco em 2017, digitalizou fábrica → dobrou capacidade com máquinas dos anos 90, R$ 21M evitados em capex. Da fábrica surgiu DataWake (spin-off). Tese: use o que você tem + dados + inteligência antes de comprar capacidade nova. Aplicado a SaaS: antes de contratar gente nova ou comprar infra nova, ver se IA + dados internos resolve.

    Digitalização de fábrica antiga: sensores IoT (Siemens, Schneider, Pollux/WEG-Digital), gateway de borda (NodeRED, ThingsBoard), MES, dashboard tempo real, camada de ML. Custo: R$ 1-5M (vs fábrica nova R$ 20-100M). WEG, Schneider, Stefanini, Pollux fazem como serviço.

    Aplicação NG: Rafael aplica filosofia "1/10" antes de qualquer compra capex ou contratação. Antes de contratar 5 CS para escalar: NG poderia automatizar 70% do trabalho atual com IA? Antes de comprar infra nova de banco: NG poderia indexar dado melhor (RAG) reduzindo 80% das queries? Olhar o que Paranoá fez de produto: virou DataWake. A NG pode pegar ferramentas internas de ops e transformá-las em produtos secundários (modelo holding).

    ?"Conversar com máquinas" (DataWake) — como replicar como UX padrão no SaaS NG?

    Mwosa: as máquinas detectam distúrbio, perguntam ao operador via microfone; o presidente pode perguntar "o que faço para aumentar o lucro?" e ela responde sua opinião. O paradigma é agente proativo conversacional — não dashboard passivo, não chat reativo. A máquina inicia conversa quando detecta padrão.

    Padrão técnico: detecção de anomalia em telemetria (IsolationForest, séries temporais, regras); trigger conversacional (push notification, WhatsApp, Slack, in-app); resumo executivo gerado por LLM (contexto, hipóteses, ações sugeridas); conversa contextual (usuário responde, agente refina); loop fechado (ação executada, telemetria valida). Cases públicos: Linear AI (alerta proativo de bug), Glean (resumo proativo de inbox), Notion AI.

    Aplicação NG: Rafael lista 10 momentos no produto onde algo errado/oportuno acontece que o usuário descobriria tarde (churn signal, oportunidade de upsell, erro de configuração). Para os top 3, Rafael implementa trigger conversacional via WhatsApp/email/in-app. Métrica: % de alertas que viraram ação em <24h. UX: nunca alerta sem propor ação. "Algo errado" sem "tente isso" é spam.

    ?O que é uma "EmbraerX" e a NG deveria criar uma?

    Embraer criou EmbraerX em 2016 para inovação fora do core. Pariu Eve (eVTOL listada). Modelo: empresa separada quando precisa de processos disruptivos. A separação permite velocidade + risk-taking + atração de talento de startup que a empresa-mãe não consegue. Modelo "innovation lab" com cap table separado.

    Variantes: corporate venture studio (Globo Ventures, ItaúLabs, Bradesco InovaBra) — dentro da empresa-mãe; spin-off com cap table separado (EmbraerX/Eve, BCG X, Deloitte Lighthouse); acquihire; joint venture com fundo (Bradesco + Microsoft). Para SaaS B2B em estágio NG, o modelo mais provável é venture studio interno ou aquisição pequena.

    Aplicação NG: se a NG tem 10-50 pessoas, criar venture studio é excessivo. Mas ter 1 squad protegido (2-3 pessoas) com mandato H3 (apostas disruptivas) é viável. Rafael adota H1/H2/H3: 70% core, 20% adjacente, 10% disruptivo. Para H3, proteger de KPIs de curto prazo — comitê próprio, governance distinta. Em 2-3 anos, se H3 maturar, considerar spin-off com investidor externo. Fernando valida estratégia em board.

    Qui
    14/05
    11:30

    IA vs. IA: O Campo de Batalha da Cibersegurança

    Adriano Mano · Diretor Executivo, ACCyber Pro

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central (reconstruída)

    A defesa cibernética entrou em assimetria irreversível: atacantes já operam com IA em escala industrial (phishing hiper-personalizado, deepfakes, geração automática de malware). A única resposta viável é também adotar IA — "IA vs. IA". Defender com humanos contra atacantes com IA é uma luta perdida por volume e velocidade.

    Highlights prováveis

    1. Crime digital automatizado — pipelines de IA, custo por ataque em centavos.
    2. Deepfake de voz como vetor de fraude corporativa.
    3. Phishing 4.0: português perfeito, contexto da empresa raspado do LinkedIn.
    4. Defesa AI-native: UEBA, XDR com ML, SOAR autônomo. MTTD de dias para minutos.
    5. Shadow AI no corporativo — funcionários colando dados em ChatGPT externos.
    6. Brasil é top 5 originador de ciberataques — temos hackers bons.

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael audita Shadow AI: quantos colaboradores usam ChatGPT com dados de cliente? Política + ferramentas corporativas com data isolation.
    2. Thiago treina anti-deepfake para liderança — política de dupla confirmação fora do canal original para transações grandes.
    3. Rafael atualiza política de phishing por IA — abandonar "olha o português errado"; treinar reconhecimento de pretexto.
    4. Rafael mapeia MTTD/MTTR atual; considera MDR gerenciado se não tem SOC formal.
    5. Rafael implementa zero-trust no produto: SSO, MFA, RBAC fino, audit log imutável.
    6. Rafael conecta com Adriano Mano / ACCyber Pro via LinkedIn — pede deck pós-evento.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?"Shadow AI" — como a NG audita quem cola dado de cliente em ChatGPT?

    Shadow AI é o vetor de vazamento principal. Colaboradores colam dados sensíveis em LLMs externos.

    Detecção típica: CASB/DLP (Netskope, Zscaler, Microsoft Defender for Cloud Apps) monitoram HTTPS e detectam upload para ChatGPT/Claude; browser extensions (Nightfall, Strac) fazem redaction inline; política + treinamento; alternativa corporativa — fornecer ChatGPT Enterprise/Team, Claude for Work, Copilot Business como oficiais com data-isolation contratual; auditoria por amostragem — pesquisa anônima trimestral.

    Aplicação NG: Rafael publica política escrita: ferramentas aprovadas (com SSO corporativo) vs vetadas para dados de cliente. Thiago aprova Claude Teams/ChatGPT Team (~$25-30/usuário/mês — barato vs risco). Treinamento em onboarding + reciclagem semestral. CASB se NG cresce além de 50 pessoas — antes, política + cultura. Endpoint DLP em laptops corporativos para PII de cliente.

    ?"Phishing 4.0" — como treinar quando o e-mail vem em português perfeito?

    Treinamento clássico "olha o português errado" não funciona mais. IA gera phishing perfeito e contextual.

    Programas modernos: pretexting awareness — treinar reconhecer padrões: urgência artificial, mudança de canal (pedido via WhatsApp em vez de email), pedido fora do fluxo normal, ofertas boas demais; verificação out-of-band — sempre confirmar transação financeira por canal diferente; simulações realistas (KnowBe4, Cofense, Proofpoint geram phishing simulado com IA); MFA com chave física (YubiKey, Titan Key — phish-resistant); passkeys.

    Aplicação NG: Rafael publica treinamento trimestral focado em pretexto, não ortografia. Política dupla-confirmação para transações financeiras > X. MFA com app autenticador para todos (mínimo). YubiKey para C-level e finanças. Simulação anual com ferramenta tipo KnowBe4 — ver baseline. Comunicação: "isso vai falhar de cair em phish, todos cairemos eventualmente — o importante é o que fazemos depois". Thiago apresenta ROI em board.

    ?"Zero trust" — o que é e como implantar progressivamente em SaaS B2B?

    Perímetro deixou de existir. Cada requisição precisa ser autenticada e analisada. Zero Trust (NIST SP 800-207) tem 7 pilares:

    1. Identidade — SSO + MFA universal, contas com least privilege.
    2. Dispositivos — só confiáveis (MDM, posture check).
    3. Rede — micro-segmentação.
    4. Aplicações — autenticação serviço-para-serviço (mTLS).
    5. Dados — classificação + criptografia.
    6. Visibilidade — SIEM/XDR (Datadog, Crowdstrike, SentinelOne).
    7. Automação — SOAR para resposta automatizada.

    Implantação típica em SaaS PME: 18-24 meses por camadas. Começar por identidade — biggest bang for buck.

    Aplicação NG: Rafael executa: SSO obrigatório (Google Workspace, Microsoft, Okta) para todos; MFA com app/chave física; RBAC fino no produto NG; audit log imutável; secret management (Vault, AWS Secrets Manager, Doppler); avaliar XDR/EDR. Cliente enterprise pede SOC 2 — começar processo agora (3-6 meses). Fernando valida investimento em board.

    ?"Deepfake de voz" — risco real para NG (não é banco) e como mitigar?

    Golpes do "CEO ao telefone autorizando TED" se multiplicaram. Brasil entre os mais atacados. Voice cloning chegou ao ponto de 3-5 segundos de áudio (ElevenLabs, Resemble) ser suficiente para clone convincente.

    Defesas: política de dupla-confirmação out-of-band para qualquer transação por voz; palavra-código familiar entre executivos e financeiro (rotativa); detecção de deepfake (Pindrop, Reality Defender) — caro, para banco/call center; treinamento específico com simulação.

    Aplicação NG: Rafael publica política escrita: nenhuma transação financeira é autorizada por telefone/voz sem confirmação por email/Slack após a ligação. Thiago define palavra-código entre Rafael/Thiago e financeiro — rotativa mensal. Fernando alinha cuidados com o conselho. Treinar financeiro: "se receber ligação inusitada pedindo TED urgente, mesmo da minha voz, recuse e me confirme por Slack". Para B2B com clientes enterprise: oferecer no produto NG controles que evitem que o cliente caia em fraude similar.

    ?Como contratar uma "MDR" e quanto custa para SaaS NG?

    Skill gap é grande. Brasil top 5 originadores de ataque, mercado defensivo não consegue contratar. MDR = empresa que monitora seus logs/endpoints 24/7 com analistas + ferramenta + processo.

    Provedores: internacionais (CrowdStrike Falcon Complete, SentinelOne Vigilance, Arctic Wolf, Sophos MDR); brasileiros (Tempest, Tenable BR, Apura, Trustwave); Big4 (Deloitte, PwC, KPMG, EY — caro); boutique (AccCyber Pro — o próprio palestrante, Daryus). Preço para SaaS 50-200 funcionários BR: R$ 20-80k/mês para 24/7 básico. Inclui SOC, EDR licença, incident response.

    Aplicação NG: Rafael estima custo de incidente: vazamento de 1 cliente enterprise = perda do contrato + multa LGPD + churn em cascata. Provavelmente > R$ 1M. MDR a R$ 30-50k/mês é seguro barato. RFP com 3-5 fornecedores (mix nacional + internacional). Critério: cobertura 24/7, presença BR (LGPD), SLA < 1h crítico, playbook claro. Rafael conecta com Adriano Mano (ACCyber Pro) — palestrante da palestra perdida — para conversa exploratória. Fernando valida contrato em board.

    Observação

    Palestra não foi gravada. Único slide na pasta era de outro painel (Fronteiras da Inovação) — indexado por engano. Análise acima é reconstrução inferencial baseada em título e perfil público do palestrante.

    Qui
    14/05
    12:30

    Inteligência Artificial na Saúde: Qual a dose certa?

    Alexandre Chiavegatto Filho (USP) · Guilherme Berardo (Sami) · Rodrigo Demarch (Einstein) · Thiago Julio (Einstein)

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    A IA generativa abre uma janela inédita para democratizar serviço de alta qualidade em escala (saúde é o caso extremo, mas vale para qualquer SaaS regulado). Adoção é curva de aprendizado organizacional de anos, com três níveis de risco distintos (operacional → burocrático → decisão crítica) que exigem doses diferentes. A pior decisão é nem adotar (vai ser atropelado) nem adotar sem governança (queima a área).

    Top highlights

    1. Framework das 3 camadas de risco (Chiavegatto) — operacional, burocrático, decisão crítica.
    2. "Velocidade anda na velocidade da confiança" — Sami soltou transcrição cedo, modelo viajou, médicos rejeitaram em bloco por meses.
    3. Programa "Vai Além" da Sami: casos submetidos mensalmente, votados, 3 vencedores ganham day-off.
    4. Citizen developers em setor regulado: enfermeira da Sami construiu app sozinha.
    5. Slack + GitHub + agentes A2A em produção (Sami, Google ADK).
    6. 3 anos de empurrão cultural antes de "virar".
    7. Big Tech publica ciência agora — algoritmo não é mais o moat; dado proprietário + distribuição + workflow é.
    8. Brasil como vantagem competitiva: "Quem resolve aqui, exporta."

    Citações

    A gente está aprendendo a colocar o paraquedas depois que a gente pulou do avião.
    Alexandre Chiavegatto · USP
    A velocidade da tecnologia na saúde, ela move na velocidade da confiança.
    Guilherme Berardo · Sami
    Inteligência artificial para a gente não é uma ferramenta, é como a gente opera.
    Berardo · Sami

    Dados-chave

    • Einstein: 30 mil colaboradores, ~20 mil médicos
    • 21% dos gastos em saúde = fraude, abuso ou desperdício
    • 100% dos colaboradores Sami com acesso liberado ao ferramental de IA
    • 3 anos = tempo de empurrão cultural até "virar"
    • Stack: Google ADK + A2A, Open Evidence, MedArena, GPT Codex

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael cataloga casos NG por nível de risco (Chiavegatto): operacional → burocrático → decisão crítica. Pacote de controles distinto por nível.
    2. Rafael publica "Política do mandato": onde IA roda solo, onde precisa revisão — vender como feature.
    3. Rafael lança "Vai Além NG": submissão mensal, votação, day-off para 3 vencedores.
    4. Rafael habilita citizen developers de clientes: SDK + sandbox; switching cost explode.
    5. Rafael leva federated learning para roadmap arquitetural: modelo melhora sem dado sair do tenant.
    6. Rafael revisa copy dos agentes NG: bom agente B2B desafia premissas erradas.
    7. Thiago posiciona "Brasil-first" como narrativa: complexidade tributária/trabalhista é treinamento, não problema.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?Como implantar concretamente o framework "3 níveis de risco" (Chiavegatto) na NG?

    Chiavegatto: (1) Operacional → adote já; (2) Burocrático → adote com cautela; (3) Decisão crítica → não adote sem evidência + HIL. O framework é matriz de classificação de casos × nível de governança.

    Frameworks análogos: NIST AI RMF (4 funções: govern, map, measure, manage); ISO/IEC 23894; EU AI Act tiers (minimal, limited, high, unacceptable); Microsoft Responsible AI Standard v2. Tradução prática para SaaS:

    • Tier 1 (operacional interno): sugestão de fluxo, agrupamento, ranking, autocomplete. Deploy com revisão básica.
    • Tier 2 (decisão menor): classificação, roteamento, draft de mensagem. Deploy com eval suite + monitoramento.
    • Tier 3 (decisão crítica): ação irreversível, financeira, legal. HIL obrigatório + audit + override fácil.

    Aplicação NG: Rafael cataloga todos os pontos onde IA aparece (ou aparecerá) no produto NG. Classifica cada um em Tier 1/2/3. Para cada Tier, define pacote de controles. Documenta como AI Risk Tier Policy — material de venda enterprise (Big4 pedem). Reuniões de produto: novo caso = classificar tier antes de planejar.

    ?"Programa Vai Além" da Sami — como replicar na NG?

    Programa interno: casos submetidos mensalmente, votados pelo time, três vencedores ganham day-off. Gamificação leve (não competição agressiva) destrava participação de quem normalmente fica fora — administrativo, comercial, jurídico. Day-off é recompensa que não cria distorção financeira.

    Padrão "hackathon contínuo" comum em Spotify, Atlassian, Globo. Mecanismo: submissão simples (formulário) — caso, ferramenta, impacto medido (mesmo qualitativo), screenshot/vídeo curto; votação aberta (Slack reaction, Typeform); critério — utilidade real, criatividade, escalabilidade; premiação — day-off, brinde simbólico, LinkedIn shoutout; cadência mensal (não semanal — fadiga; não trimestral — perde momentum); curadoria em wiki/Notion.

    Aplicação NG: Rafael lança "AI Cases NG" — submissão mensal via Slack/Form, votação na 1ª sexta do mês. 3 vencedores: 1 day-off + apresentação interna. Comunicar como cultura: "queremos saber como você usou IA — mesmo que pequeno". Curar em Notion público interno. Métrica: número de submissões/mês — se cair abaixo de 5, repensar. Thiago apresenta cases vencedores trimestralmente em board.

    ?"Citizen developer" — como destravar isso na NG (e para clientes)?

    Enfermeira sem formação técnica construiu app que sobe PDFs de exames/relatórios e processa diretrizes de utilização (DUT). Sami criou "mandato" interno: vai além de workflow administrativo? Avise antes de mexer no clínico. Modelo: low-code/vibe-code + guardrails.

    Categoria existe há ~10 anos (Power Apps, Airtable, Retool). Novidade 2024-2026 é vibe-coding (Replit, Lovable, v0, Cursor) que reduz fricção a quase zero. Modelos de governança: sandbox — citizen dev cria em ambiente isolado; aprovação para ir prod — TI revisa antes; catálogo de skills/components — building blocks pré-aprovados; audit log; treinamento mínimo.

    Aplicação NG: Internamente, Rafael dá Replit/Lovable para pessoas-chave de cada área. Estabelece fronteira (não toca produção core, não acessa dado de cliente em prod). No produto: oferecer aos clientes a possibilidade de construírem extensões via SDK simples + sandbox, marketplace de templates, workflow builder visual, ou skill plugin via MCP. Switching cost cresce exponencialmente. Cases de cliente top viram conteúdo de marketing.

    ?O que é "Google ADK + protocolo A2A" e quando usar na NG?

    Sami usa Google ADK + protocolo A2A (Agent-to-Agent). Time de negócio pede via Slack → agente abre PR automaticamente → revisão humana antes de merge. A2A permite agentes coordenarem entre si sem precisar de "agente mestre".

    Google ADK (Agent Development Kit): framework open-source da Google para construir agentes multi-step. Concorrente de LangGraph, CrewAI, Anthropic SDK. A2A Protocol: spec aberta lançada Google 2025 para agentes comunicarem entre si independente de framework. Análogo ao que MCP é para tools — A2A é para inter-agente. Caso Sami: agente "negócios" recebe pedido via Slack → conversa com agente "engenharia" via A2A → engenharia decide se cria PR → PR criado via tool GitHub → humano revisa.

    Comparação: CrewAI (multi-agente, roles); LangGraph (grafo de estados, mais controlado); Anthropic SDK + sub-agents (hierárquicos); Google ADK + A2A (interoperabilidade entre fornecedores).

    Aplicação NG: Rafael avalia A2A para casos internos onde múltiplas funções coordenam (vendas → CS → produto → eng). Para agente NG que conversa com agente externo (cliente), A2A vira padrão obrigatório nos próximos 12-18 meses. Em arquitetura nova, padronizar interfaces de agente em torno de A2A para futuro-proof.

    ?"21% dos gastos em saúde = fraude/desperdício" — como achar esse equivalente no negócio do cliente NG?

    Sami usa esse número para justificar IA em auditoria. Em quase todo setor regulado há % equivalente de desperdício (10-30%). Encontrar e atacar com IA é argumento de venda forte.

    Métricas equivalentes por setor: Telecom 5-12% revenue assurance loss; Varejo 1,5-3% shrinkage; Construção 15-30% rework cost; Logística 10-20% empty miles; Financeiro 3-5% fraud + ~10% inefficiency; SaaS B2B (operação interna) 15-25% de tempo em tarefas duplicadas/automatizáveis (McKinsey).

    Aplicação NG: Rafael mapeia para o ICP da NG — qual é o "21% de fraude/desperdício" no setor do cliente? Constrói biblioteca de "métricas de desperdício por setor" — fonte para vendas. Em descoberta: "no seu setor, X% dos custos é desperdício. Nossa solução ataca diretamente Y." Análogos verticais a Open Evidence (saúde): Harvey (legal), Hebbia (finance), Clay (vendas).

    Qui
    14/05
    13:30

    Tornando-se AI First: Desafios e Oportunidades em Serviços Financeiros

    Eduardo Maçan · Diretor de Engenharia, Creditas

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    Tornar-se AI First em serviços financeiros não é desafio de tecnologia — é desafio de cultura organizacional. A Creditas estrutura em 3 frentes (Tecnologia, Processos, Pessoas/Cultura), e Pessoas é a que decide se a transformação dá certo. Ferramentas amplas, empoderar inovadores e early adopters, embutir IA nas expectativas de desempenho de todos os papéis.

    4 pilares do "Takeaway Pessoas"

    1. Ferramentas e Capacitação amplas — incentivar exploração. "Ampla": não restringir a um time piloto.
    2. Identifique Inovadores e Early Adopters — transforme-os em condutores da transformação.
    3. Crie incentivos — IA nas expectativas dos papéis e em avaliações. Não é opcional.
    4. Envolvimento das Equipes de Gente — RH/People é protagonista (não suporte).

    Trechos do slide

    Identifique os Inovadores e Early Adopters. Transforme-os nos condutores da transformação cultural e de processos.
    Eduardo Maçan · Creditas
    Crie incentivos. Incorpore o uso efetivo de IA nas expectativas dos papéis atuais e em avaliações de desempenho.
    Eduardo Maçan

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Thiago aprova licença IA para 100% do time (não só engenharia). Stack mínimo: Claude/ChatGPT enterprise + Cursor + Gamma + Notion AI.
    2. Thiago aprova budget de capacitação — 1-2% folha, anual. Rafael protege 4h/sem para experimentação.
    3. Rafael mapeia early adopters + lança Programa "Embaixadores AI" (1 por área, 4-6 pessoas).
    4. Thiago atualiza job descriptions com cláusula "uso fluente de IA é expectativa".
    5. Thiago define OKR semestral com objetivo cross-funcional de IA por área. Fernando valida em board.
    6. Rafael e Thiago em reunião quinzenal sobre transformação AI.
    7. Thiago abre plano de carreira com trilha AI lateral (Prompt Engineering, AI Operations).

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?"Identificar Inovadores e Early Adopters" — como mapear concretamente na NG?

    Não é pesquisa formal de RH — é observação ativa do líder. Quem traz ferramenta nova em reunião, quem experimenta sem pedir, quem ajuda colegas.

    Modelo "Diffusion of Innovations" (Everett Rogers, 1962): 2.5% Innovators, 13.5% Early Adopters, 34% Early Majority, 34% Late Majority, 16% Laggards. Identificação prática: sinais comportamentais (uso fora do trabalho? repo pessoal? ensina informalmente?); pesquisa simples (3 perguntas anônimas — "uso IA semanal?", "ferramenta X mensal?", "ensinei alguém?"); conversa direta; programa de embaixadores com carga horária protegida.

    Aplicação NG: Rafael envia pesquisa de 3 perguntas em 30 dias para todo o time. Liderança cruza com observação. Identifica 4-6 embaixadores (1 por área). Programa Embaixadores AI: encontro quinzenal de 1h, 4h/mês protegidas para experimentação, reconhecimento (LinkedIn shoutout, certificação paga). Embaixadores treinam colegas — multiplicador, não gargalo.

    ?"IA nas expectativas e avaliações" — como mudar JD e PDI sem virar burocracia?

    Job description e ciclo de avaliação precisam mudar para sinalizar "isso é parte do trabalho". Sem isso, IA fica opcional.

    Mecânicas: JDs atualizadas com cláusula "fluência em IA aplicada ao papel é expectativa de cargo"; OKRs/Goals com 1 objetivo cross-funcional de IA por área por trimestre; performance review com pergunta específica "como integrou IA?"; promoção/raise com peso explícito; onboarding com treino em IA como módulo obrigatório.

    Cuidados: não medir "tokens usados" como KPI principal (Goodhart's Law); não punir quem prefere humano em tarefa onde humano é melhor; adaptar por papel.

    Aplicação NG: Thiago revisa JDs de todos os cargos: cláusula em 60 dias. No próximo ciclo de OKR, 1 objetivo de IA por área. Performance review template inclui sessão dedicada. Sinalizar via promoções — primeira leva pós-mudança = quem usa IA bem. Comunicar honestamente: "isso é parte do que esperamos. Não é opcional, mas vamos ajudar você a se adaptar."

    ?"Envolvimento de Gente (RH) como protagonista" — o que muda na prática?

    RH/People tradicionalmente é suporte. Transformação AI exige RH liderando redesenho de cargos, plano de carreira, comunicação, gestão de medo.

    Novas responsabilidades de People em empresa AI-first: workforce planning com cenários de automação por papel; trilhas de carreira com novos papéis (AI Operations, Prompt Engineer, AI Auditor); comunicação interna honesta sobre futuro de cargos; programa de reskilling; política de IA (colab com Legal); recrutamento adaptado com perguntas de IA fluency; offboarding compassivo; cultura sinalizada.

    Aplicação NG: Head of People (ou função equivalente) participa de comitê de IA semanal com Rafael e Thiago. Mapa de papéis NG com cenário de evolução em 24 meses (aumentam, diminuem, novos). Plano de carreira inclui trilha "AI lateral". Comunicação trimestral sobre o tema. Recrutamento ajustado — todos os candidatos passam por entrevista sobre IA fluency. Política escrita de uso de IA (colab People + Legal).

    ?"Modelos explicáveis (XAI)" para SaaS B2B — quando vale o custo extra?

    Para a Creditas (financeiro regulado), XAI é obrigatório — BACEN exige explicabilidade em decisão de crédito. Para SaaS B2B não regulado, é menos forte, mas há paralelos.

    Como funciona: modelos interpretáveis nativos (regressão linear, árvore de decisão, GAM — interpretáveis direto, performance menor); post-hoc explanation (LIME, SHAP, feature importance — explica black-box após fato); LLM com chain-of-thought (narrativa, não explicação verdadeira); counterfactual explanation ("se X fosse Y, decisão seria diferente"); model cards / system cards.

    Quando vale custo: setor regulado, cliente enterprise pede em RFP, decisão afeta cliente final, auditor/compliance externos, disputas/contestações esperadas.

    Aplicação NG: Rafael oferece feature "por quê?" para casos onde IA decide algo que afeta cliente final do cliente NG — explicação textual + visual. SHAP para modelos tabulares; chain-of-thought logged para LLMs. Audit trail completo. Página pública "Explainable AI at NG" — diferencial. Vendas enterprise: ter doc XAI pronto para RFP.

    ?"Hackathon trimestral com tema livre de IA" — como organizar e medir resultado?

    Faz parte do programa Embaixadores. Premia case de impacto real, não só prova técnica.

    Cases públicos: Atlassian ShipIt (24h), Spotify Hack Week (5d), Globo Hack Days, Bayer Idea Marketplace. Estrutura típica: tema livre ou amplo; duração 1-5 dias; times 2-5 pessoas cross-funcional; mentoria 2-3 sêniors; pitch final 5 min, jurado misto; premiação $$, day-off, conferência paga, equipamento; pós-evento — protótipos vencedores entram em backlog. Métricas: % do time participando; número de protótipos; % que viraram feature em prod em 6 meses; NPS dos participantes.

    Aplicação NG: Rafael lidera primeiro hackathon NG em 90 dias — 2 dias, tema "Automação interna com IA". Times de 3-4 cross-functional. Mentoria de Rafael + 1-2 sêniors. Premiação: 3 dias day-off + R$ 2k em livros/conferência. Comitê de produto avalia top 3 — define se vira backlog. Trimestral após o primeiro. Thiago apresenta resultados em board.

    Observação

    Palestra não foi gravada. Apenas 1 slide capturado (fechamento do bloco "03 — Cultura Organizacional"). Inferimos estrutura completa em 3 blocos: 01 Tecnologia/Produto, 02 Processos/Dados, 03 Cultura/Pessoas. Sugestão: Rafael conecta com Maçan no LinkedIn para pedir os outros blocos.

    Qui
    14/05
    18:30

    A indústria 5.0 já começou

    Marcelo Pinto · General Manager dos Negócios Digitais, WEG

    Indústria 5.0 · Sociedade 5.0Pacaembu

    Tese central

    A 5ª revolução é uma revolução DENTRO da 4ª: o salto é a chegada da Physical AI — IA que aprende pelos sentidos (visão, audição, tato), como um bebê. Pela primeira vez o robô se adapta ao ambiente, em vez de o ambiente ser adaptado ao robô. Mas não existe Indústria 5.0 sem cultura: tecnologia sozinha não resolve nada.

    Top highlights

    1. Cronologia: 3.0 = toyotismo (anos 70); 4.0 = IoT + IA na nuvem (2011); 5.0 = Physical AI + humanoides.
    2. IA 4.0 = ChatGPT (só cérebro). IA 5.0 = Physical AI: percebe, raciocina, decide, se adapta.
    3. Corrida dos humanoides bilionária na China — Brasil "não está percebendo".
    4. Mito do desemprego derrubado: fábricas sofrem com escassez de mão de obra, não excesso.
    5. Cultura ANTES da tecnologia: WEG construiu cultura data-driven analógica DÉCADAS antes da digitalização.
    6. Case fábrica de fios (2018): R$ 3-4mi em sensores → OEE 76% → 89% → evitou R$ 21mi em capex.
    7. Anúncio em primeira mão: WEG venceu edital MetaIndústria, projeto de gêmeos digitais com NVIDIA Omniverse.

    Citações

    Não tem revolução industrial que não parta de uma boa cultura. A tecnologia não vai entrar em lugar nenhum e resolver tudo sozinha.
    Marcelo Pinto · WEG
    Pela primeira vez, o robô se adapta ao meio ambiente. E não o ambiente se adapta ao robô.
    Marcelo Pinto
    Estamos numa imensa corrida de humanoides que o Brasil não está percebendo.
    Marcelo Pinto

    Dados-chave

    • WEG: 67 parques fabris, 18 países · Receita 2023: R$ 40 bi · Valor de mercado: R$ 221,5 bi
    • 47.000 colaboradores · 4.700 engenheiros · 76.000 motores/dia
    • OEE fábrica de fios: 76% (2017) → 89% (2021), R$ 21mi/ano evitados
    • ~14% do CAPEX anual em produtividade e novas tecnologias

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael implanta cultura analógica data-driven: gestão visual, sala de guerra, monetização de perdas em R$.
    2. Rafael migra produto do "ChatGPT-like" para "Physical AI-like": agentes com sentidos no ERP/CRM do cliente, não chat passivo.
    3. Thiago posiciona "escassez de talento" como tese de venda — IA NG ampliadora, não substituta.
    4. Rafael desenha customização em massa: produto modular adaptativo, cada cliente em instância "configurada por IA".
    5. Rafael adota padrão WEG de piloto: 1 cliente, medir delta, monetizar em R$, escalar.
    6. Rafael verticaliza cadeia de dados+workflow do cliente em vez de ser app pontual.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?O que é "Physical AI" e por que importa para SaaS (que é software)?

    Physical AI = IA que aprende pelos sentidos (visão, audição, tato) como bebê humano. Pela primeira vez o robô se adapta ao ambiente, não o ambiente ao robô. Paralelo para SaaS: IA que "percebe" eventos no ambiente do cliente (telemetria, comportamento de uso, integrações) e age — não apenas responde a prompts.

    Physical AI técnica: arquiteturas multimodais (vision + LLM + action) treinadas com RL em simulação (NVIDIA Omniverse, Isaac Sim) + sim2real transfer + edge inference. Players: NVIDIA (GR00T), Figure AI, 1X, Apptronik, Unitree, Boost Robotics, Sanctuary, Agility. Equivalente em SaaS: "embedded agentic AI" — agente que observa o ambiente do usuário (eventos, dados, integrações) e age proativamente. Não é só chat. É monitor + decisor + executor.

    Aplicação NG: Rafael move paradigma do produto de "ChatGPT-like" (resposta a prompts) para "agente embarcado" (observa + age). Stack: webhooks/event-bus → agente com tools (chamadas API) → action no ambiente do cliente → loop de feedback. Casos prioritários: monitoria de cliente em risco de churn, oportunidade de upsell detectada, erro de configuração corrigido pro-ativamente. Métrica: % de ações tomadas pelo agente sem disparo manual do usuário.

    ?"Cultura ANTES da tecnologia" — o que é a "sala azul/Obeya" da WEG e como replicar em SaaS?

    WEG construiu cultura data-driven analógica (papel na parede, sala azul/Obeya) décadas antes da digitalização. Três pilares: Basic Stability (semanal), Systemic Improvement (mensal), Loss Reduction (mensal). A "sala azul" é gestão visual estilo Toyota Production System.

    Obeya é prática Toyota desde anos 80. Adaptações modernas: sala física ou virtual (Miro, Mural); indicadores visíveis sempre — não dashboard que ninguém abre; cadência fixa de revisão; ações decorrentes marcadas na hora; Hoshin Kanri — alinhamento estratégico cascateado. Variantes SaaS: "metrics review", "war room", "company dashboard sempre na TV".

    Aplicação NG: Rafael define 10-15 indicadores críticos NG (não 100): produto (uso, NPS), financeiro (MRR, churn, CAC), operação (cycle time, deploys, bugs), pessoas (NPS interno). Dashboard sempre visível — TV no escritório + canal Slack diário. Ritual: 15 min toda manhã (status), 1h toda semana (deep dive), 2h todo mês (loss reduction — "onde estamos perdendo $$?"). Ações decorrentes anotadas com dono + prazo. Antes de adicionar IA, perguntar: já temos disciplina manual nesse processo? Thiago apresenta KPIs mensais para Fernando em board.

    ?WEG investiu R$ 3-4M para evitar R$ 21M de capex. Como medir esse "capex evitado" em SaaS?

    Piloto fábrica de fios: ~R$ 3-4M em sensores IoT, MES, dashboards. OEE 76→89%. Evitou R$ 21M em capex de máquinas novas. ~7× ROI. WEG vendeu o piloto internamente como "evita-comprar-máquina-nova" — métrica clara para CFO. Em SaaS, o equivalente é "evita-contratar-N-pessoas" ou "evita-comprar-N-licenças".

    TCO (Total Cost of Ownership) comparison padrão de vendas enterprise: cenário atual (custo de pessoas + ferramentas + tempo); cenário NG (custo NG + pessoas remanescentes + ferramentas mantidas); diferença (ROI + payback + IRR). Para "evita capex": crescimento projetado sem a solução (contrataria N) vs com solução (X-Y).

    Aplicação NG: Rafael monta caso "capex/opex evitado" em cada proposta enterprise: cliente teria que contratar X pessoas em 12-24 meses; com NG, evita X-Y. Comparar com benchmark de cliente similar (R$ Z economizado). Calculadora online no site (similar HubSpot Sales ROI). Métrica interna: relatar para cada cliente novo, em 12 meses, quanto custo evitou (validado por cliente). Vira case-study. Thiago apresenta cases ao board.

    ?O que é "edge inference" (slide 12) e quando faz sentido para SaaS B2B?

    Slide 12 (operações manuais com visão computacional): "Edge processing, integração com MES, sem dependência de redes externas." Inferência rodando no dispositivo/borda em vez de nuvem. Latência baixíssima, sem dependência de internet, dado nunca sai.

    Categorias: edge ML clássico (TensorFlow Lite, ONNX Runtime, NVIDIA Jetson); edge LLM 2024-2026 (Llama 3.2 1B/3B em laptop/celular, Phi-3, Gemma 2B, Qwen 2.5 — qualidade boa para tasks específicos); hybrid edge-cloud (pequenos modelos no edge para frequente, grandes na nuvem para raro complexo). Quando faz sentido: dados ultra-sensíveis (saúde, defesa, governo); latência crítica (< 100ms); custo proibitivo de inferência em nuvem para volume alto; operação offline (chão de fábrica, área remota).

    Aplicação NG: Para clientes com dado sensível (LGPD pesada, saúde, finance), Rafael avalia "edge agent" — pequeno LLM rodando on-prem do cliente para tarefas frequentes. Hybrid: tarefas simples no edge, complexas vão para nuvem. Stack possível: Ollama (servidor local), llama.cpp, Modal/Replicate para hybrid orchestration. Venda enterprise: "seu dado nunca sai do seu data center, e ainda tem IA". Cuidado: edge significa update mais complexo, observabilidade mais difícil.

    ?"Customização em massa" para SaaS — o que é "produto adaptativo por IA" e como começar?

    Marcelo: cada consumidor pede produto exatamente como quer (granola, iogurte, sapato sob medida). Flexibilidade = competitividade. Aplicado a SaaS: cada cliente operando instância "configurada por IA". SaaS tradicional é one-size-fits-all com toggles. Próxima fronteira: cada cliente tem UI/fluxo/modelo personalizado automaticamente pelo seu uso.

    Camadas de "adaptive product": personalization layer (Netflix-like para B2B: priorizar features baseado em uso); adaptive UX (Linear, Notion fazem progressively disclose); per-tenant model fine-tuning (caro, requer scale); per-tenant prompt (evolui com feedback — mais barato, eficaz); auto-configuration (onboarding analisa dados e propõe setup); recomendação contínua (agente sugere mudanças baseado em uso).

    Aplicação NG: Rafael começa pelo onboarding inteligente: agente analisa dados/contexto do cliente novo e propõe configuração ideal em vez de wizard genérico. Per-tenant prompt: dicas do agente NG adaptam-se ao vocabulário, processos e prioridades do cliente. Adaptive UX: dashboard inicial muda baseado no que cliente usa mais. Agente revisor mensal: "vejo que você não usa feature X mas pesquisou Y — vamos configurar Z?". Não confundir com "configuração manual hard" — fugir do produto-canivete-suíço de mil toggles.

    Sex
    15/05
    10:30

    O que esperar da IA nos próximos anos!

    Guilherme Horn · Head of Brazil/Índia/Indonésia, WhatsApp

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    IA não é tecnologia nova — é mudança civilizacional comparável ao surgimento do celular. Empresas se dividem em duas: as que usam IA para automatizar processos existentes (ganho marginal) e as que redesenham do zero (vantagem real). Quem fica na primeira acumula "dívida cultural". A era atual é a dos agentes — todos teremos os nossos, em pouquíssimo tempo, de forma "violenta" (sem tempo de preparação).

    Top highlights

    1. Efeito Dunning-Kruger aplicado à IA: pouco conhecimento = muita convicção.
    2. 3 estágios: (1) Automação → eficiência marginal, (2) Expansão, (3) Era dos agentes → reorganização. ~5% das empresas estão em (3).
    3. Agente pessoal de Horn: participa de reuniões, dá comentários "melhores que os meus", criou versão 2 de si.
    4. Agentes negociando entre agentes: remarcação em 5 minutos.
    5. Criação de agentes é dever de TODAS as áreas. Repete-se erro do CRM se for top-down.
    6. Nova liderança = Transformação (não mais Reação ou Adaptação).
    7. Medicina: em 1-2 anos, consulta sem IA vai gerar desconforto.
    8. WhatsApp como gateway universal: 99% dos brasileiros, 80% dos consultórios SP.
    9. Contexto > prompt curto: maior erro empresarial.

    Citações

    A IA não é uma ferramenta nova tecnológica. A IA representa uma mudança na civilização.
    Guilherme Horn · WhatsApp
    As empresas que não estão redesenhando processos com IA estão criando uma dívida cultural — e vão pagar caro por isso.
    Guilherme Horn
    Não achem que vocês vão ter tempo para se preparar para os agentes pessoais. Vai cair de forma violenta.
    Guilherme Horn

    Dados-chave

    • 84% das pessoas têm visão mais negativa que positiva sobre IA
    • ~5% das empresas operam na "era dos agentes"
    • 3 bilhões de usuários ativos no WhatsApp
    • 99% dos brasileiros usam WhatsApp · 80% dos consultórios médicos SP só WhatsApp
    • 5 minutos: tempo para agentes negociarem remarcação que humanos levariam dias

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael publica Matriz 2×2 NG: todos os processos entre "automatizado vs redesenhado" e "estágio 1 vs 3". Mover 3 processos do 1 para 3 no trimestre.
    2. Rafael desenha agentes verticais por persona do cliente — não chatbot genérico.
    3. Rafael coloca WhatsApp como canal primário — entrega insight via WhatsApp em vez de dashboard.
    4. Rafael identifica oportunidades de personalização escalável — antes não escalava, agora escala com IA.
    5. Rafael publica ranking interno de tokens — KPI imperfeito mas crítico para inércia.
    6. Rafael e Thiago montam "second brain pessoal" — agentes leem dashboards, fazem hipóteses, participam de reuniões.
    7. Thiago usa narrativa "redesenho vs automatização" como pitch comercial.
    8. Rafael posiciona privacidade como diferencial — paralelo Meta AI privada.
    9. Rafael implementa accountability humano no produto — "agente recomenda, cliente decide" protege juridicamente.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?Quais são os "3 estágios de maturidade IA" e como diagnosticar onde a NG está?

    (1) Automação de processos existentes → ganho de eficiência só, (2) Expansão de capacidades, (3) Era dos agentes → reorganização estrutural completa. ~5% no estágio 3. O salto 1→3 não é incremental — exige redesenho. Empresas no 1 acumulam "dívida cultural".

    Diagnóstico típico envolve workshop de 1-2 dias com: mapa de processos atuais (top 10-20); análise de cada (que parte usa IA? Qual % do trabalho?); classificação por estágio; visão alvo em 12-24 meses; plano de transição. Framework similar: "AI Operating Model Transformation" (BCG, McKinsey), "AI Native Organization" (a16z, Sequoia).

    Aplicação NG: Rafael lidera workshop interno (Rafael + Thiago + heads) — 1 dia — lista processos NG (vendas, CS, produto, ops, RH, finance), classifica cada um. Honestidade: maioria provavelmente em 1-2. Escolher 3 processos para mover para estágio 3 nos próximos 90 dias. Métrica de evolução: % de processos em estágio 3 (medida trimestral). Para clientes: o mesmo workshop vira oferta consultiva — NG como "parceiro de transição 1 → 3". Thiago apresenta plano em board.

    ?"Ranking interno de tokens" — KPI imperfeito mas crítico. Como medir bem?

    Token usage como proxy para adoção — quem usa mais IA tende a estar mais avançado. Cria competição saudável. Mas é proxy ruim de resultado.

    Métricas escalonadas: Nível 1 (Adoção) tokens usados, prompts, ferramentas ativadas. Nível 2 (Engajamento) cases compartilhados, automações criadas, integrações. Nível 3 (Resultado) tempo economizado, tarefas concluídas, output produzido. Nível 4 (Impacto) receita, margem, NPS — atribuição difícil mas necessária. Cuidado: KPI de token vira "Goodhart's Law" — pessoas geram tokens inúteis para subir.

    Aplicação NG: Rafael executa em fases. Fase 1 (60 dias): Ranking público de tokens/prompts por pessoa — destrava adoção. Fase 2 (60 dias): adicionar "cases compartilhados" e "automações criadas" — desloca KPI para qualidade. Fase 3 (perene): foco em tempo economizado e output produzido. Slack canal #ai-leaderboard com ranking semanal. Cuidado: comunicar como leve, não avaliação formal — senão vira tóxico.

    ?"Agente pessoal que participa de reuniões por você" — como começar e seguro?

    Agente de Horn participa, faz comentários "melhores que os meus", lembra coisas de 3-4 anos, faz associações em tempo real. Substituiu ritual de 20 min de dashboards.

    Stack típico: transcrição (Otter.ai, Fireflies, Tactiq, Granola — tempo real); resumo + ação (geram action items); second brain (Reflect, Mem, Tana, Notion AI); real-time copilot (Granola, Read AI — sugerem perguntas durante); mais avançado: agente próprio com Claude/GPT + busca em base própria + integração com CRM/Linear. Cuidados: LGPD/GDPR (consentimento), confidencialidade, sycophancy.

    Aplicação NG: Rafael adota Granola ou Fireflies pessoalmente — começa com reuniões internas. Stack second brain: notas em Notion + agente Claude com MCP para Notion. Após 30 dias de uso, compartilha aprendizado em ritual sexta (Folloni). Para reuniões com cliente: política clara de consentimento + DPA. Em 90 dias, Thiago e demais heads adotam. Fernando recebe transcrições do board para validar uso institucional.

    ?WhatsApp Business para SaaS B2B — quando vale e qual o caminho via BSP?

    Meta opera via tiers de parceiros — BSPs (Business Solution Providers), Tech Partners, Tech Providers. Integração direta com WhatsApp Cloud API é técnicamente possível mas burocraticamente complexa. BSPs abstraem isso.

    Como funciona: WhatsApp Cloud API (oficial Meta, gratuita até certo volume) — possível mas complexa; BSPs BR: Twilio, Zenvia, Take Blip, Sinch, Wavy, 360dialog, Gupshup; cobrança: por mensagem (conversation pricing) + setup + plataforma; Tech Partners: Salesforce, HubSpot, Zendesk têm integração nativa; templates HSM: Meta exige aprovação (24-48h); 24h window: depois de 1ª mensagem do cliente, empresa responde livre por 24h; depois só HSM.

    Para SaaS B2B: volume baixo (<10k/mês) — Twilio vale; médio (10-100k/mês) — Take Blip, Zenvia, Sinch; alto (>100k/mês) — Meta + BSP enterprise.

    Aplicação NG: Rafael avalia se WhatsApp é canal estratégico (provavelmente sim, dado Brasil). Começar com Take Blip ou Zenvia (BR-first, suporte local). Casos: notificação proativa de evento, atendimento, onboarding interativo. Templates HSM aprovados para casos críticos com 30 dias antecedência. Métrica: % de clientes ativos via WhatsApp vs email. Thiago valida investimento em board.

    ?"Contexto > prompt curto" — como dar contexto rico e quantos tokens vale gastar?

    Maior erro é prompt curto sem contexto. Comparação com onboarding humano — não delega na 1ª hora, passa dias contextualizando.

    Hierarquia de contexto: system prompt (1-5k tokens): identidade, regras, tone, restrições, exemplos canônicos. RAG / busca semântica (2-20k tokens dinâmicos): puxa KB relevante por query. Few-shot examples (1-3k tokens): input → output desejado. Tools/function definitions (500-2k tokens): APIs que o agente pode chamar. Conversation history (variável). Prompt caching (Anthropic, OpenAI): contexto repetitivo cacheado, 75-90% mais barato.

    Para Claude Sonnet 4: contexto até 200k tokens, 1M com cache. Custo: ~$3/M input, $15/M output. Com cache: $0.30/M input. Então gastar 30-50k tokens de contexto por requisição é ~$0.01-0.15 — barato vs resultado ruim.

    Aplicação NG: Para cada agente NG, Rafael escreve system prompt detalhado (1-3k tokens): identidade, exemplos, tone, restrições. RAG sobre KB do cliente (Notion, docs, histórico). Few-shot examples curados — atualizar mensalmente. Versionar prompts no Git. Usar prompt caching (Anthropic) para contexto repetido. Avaliação contínua: A/B test prompt longo vs curto.

    Sex
    15/05
    11:30

    Unicórnios de 1 Pessoa: Mito ou Realidade?

    Fabio Seixas (Softo) · William Cordeiro (SaaSholic, mod.) · Lucas Marques (Shiva) · Daniel Lima (Abacatepay)

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    A "empresa de 1 bilhão com 1 pessoa" é falácia útil narrativamente (Sam Altman tem incentivo). Mas o fenômeno real é maior: o custo marginal de software cai para perto de zero, e estamos entrando na era de muitas empresas pequenas (1-20 pessoas) faturando US$ 5-100M com margem altíssima de dividendos. O moat antigo (capital, headcount, distribuição paga) está morrendo. O novo moat é velocidade + comunidade + habilidade real de trabalhar com AI.

    Esta é a palestra mais aplicável diretamente ao modelo NG de todo o SPIW 2026.

    Top highlights

    1. Medvi (US): US$ 1.8bi com 2 funcionários vs Hims&Hers com 2.400.
    2. Cursor: US$ 2bi ARR com 50 funcionários = US$ 40M/funcionário.
    3. Base44: vendida ao Wix por US$ 80M após 6 meses.
    4. Josan/Shiva: CLT do Ceará, 0 → 5.000+ clientes em 36 países em 3 meses.
    5. Abacatepay: 20.000+ CNPJs com R$ 0 de tráfego pago.
    6. Novo moat = no moat: acabou o muro, ship in velocity é a única defesa.
    7. Trabalhar com AI é skill nova: devs sêniors têm mais dificuldade que juniors.
    8. Predição: 100 empresas BR de 1 pessoa com US$ 10M já em 2026; 1ª solo BR de US$ 1bi até 2027.

    Citações

    Com US$ 10M, sozinho, custo US$ 500k → ele distribui US$ 9.5M de dividendos por ano. Mais do que 99.9% dos fundadores brasileiros que tiveram sucesso, inclusive a gente que fez IPO.
    Lucas Marques · Shiva
    Agora não tem mais muro. É cada um com sua lança e ganha quem matar mais rápido. O novo moat é o no moat. É ship in velocity.
    Lucas Marques
    20 mil CNPJs usando Abacate. Nunca abri Meta Business, não sei como funciona. Tudo orgânico.
    Daniel Lima · Abacatepay
    Indie Hacking é o inimigo da VC. Cara, eu vou bootstrap, não vou precisar de Venture Capital.
    Daniel Lima

    Dados-chave

    • Cursor: US$ 40M ARR/funcionário (160× SaaS legado)
    • Base44: US$ 80M após 6 meses
    • Call AI: 0 → US$ 20M ARR em 1 ano · venda US$ 100M · founder 17 anos
    • Abacatepay: 20.000+ CNPJs · 50.000 pessoas em comunidade
    • Shiva (Josan): 0 → 5.000+ clientes em 36 países em 3 meses no tempo livre

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael e Thiago repensam tamanho-alvo do time: lean (1-6 pessoas) com agressividade. Benchmark Cursor.
    2. Thiago modela indie hacker > VC como default: simular cash-flow positivo em 10-20M ARR distribuindo 80-95% como dividendo. Fernando valida em board.
    3. Thiago lidera Build in Public como canal primário: rotina, métricas, decisões. Rafael complementa com viés técnico.
    4. Rafael constrói comunidade NICHADA antes da feature — eles votam o roadmap.
    5. Rafael monta stack solo-mode NG: Cursor + Claude (vibe-coding), agente AI outbound, AI moderando comunidade, Build in Public, Abacatepay.
    6. Rafael define OKRs medindo cycle time: ideia → produção. Deploys/semana como north star.
    7. Rafael e Thiago não temem cópia, temem lentidão: ativo é velocidade + marca pessoal + comunidade.
    8. Rafael investe em "AI literacy" deliberadamente — 4-8h/sem estruturadas. Devs sêniors em desvantagem.
    9. Rafael testa distribuição via áudio/WhatsApp — abre TAM antes inacessível.
    10. Antes de contratar humano N+1: automatizável com AI hoje? Se sim, Rafael adia 6 meses.
    11. Thiago mira holding de produtos — modelo Pieter Levels. Fernando valida estratégia.
    12. Rafael revisa pricing por valor entregue, não por seat — captura % do custo evitado.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?O que é "Build in Public" exatamente e qual a cadência mínima em B2B brasileiro?

    Daniel (Abacatepay): 20.000+ CNPJs, R$ 0 de mídia paga, comunidade de 50.000. Build in Public + comunidade. Founder expondo bastidores, métricas, decisões. Cria afinidade, atrai usuários, recruta talento.

    Popularizado por Pieter Levels, Marc Lou, Tony Dinh. Práticas: métricas públicas (MRR, usuários, churn — Open Startup); decisões abertas ("Decidi mudar X porque Y"); bastidores (dia a dia, falhas); cadência mínima: 2-3 posts/semana; canais BR: LinkedIn (B2B), Twitter/X (tech), YouTube (long-form), Instagram (visual). Resultado típico: 6-12 meses para tração orgânica significativa.

    Aplicação NG: Thiago vira o "rosto público" principal + Rafael como voz técnica + Fernando como conselho ocasional. Cadência mínima: 3 posts LinkedIn/semana (Thiago), 1 thread Twitter/semana (Rafael técnico), 1 vídeo YouTube/mês (Thiago long-form). Conteúdo: 60% bastidores/decisões, 30% educacional (IA + SaaS), 10% promoção. Métricas públicas trimestrais. Não esperar resultado em 30 dias — pensar em 12-24 meses. Repurpose: 1 vídeo YouTube vira 5 LinkedIn + newsletter + Twitter thread.

    ?Comunidade primeiro, produto depois — como construir comunidade nichada antes da feature?

    Abacatepay nasceu da Indie Hackers BR (15k founders). 1ª feature foi roadmap público votado, não login. Comunidade pré-existente que ama o founder e o problema = distribuição gratuita garantida.

    Modelo "1.000 True Fans" (Kevin Kelly) escalado: founder participa de comunidade nichada existente por 6-12 meses sem vender — vira figura respeitada; lança produto resolvendo dor que comunidade já articula; comunidade dispersa orgânico. Variantes: comunidade própria (Daniel: ecossistema Abacate com 50k em 5+ grupos WhatsApp); comunidade emprestada (newsletter, podcast, eventos de terceiros); mix.

    Aplicação NG: Rafael identifica comunidade nichada que reúne ICP da NG (alguns grupos LinkedIn + WhatsApp setoriais + Discord SaaS BR). Thiago participa ativamente — contribui valor, não vende. 4-8h/semana. Em paralelo, cria canal próprio: WhatsApp ou Discord NG. Foco em conexão real. Roadmap público — Linear, Notion, Productboard, Canny. Votação aberta. Convidar comunidade para shape de features grandes antes de construir.

    ?"Cursor faz US$ 40M/funcionário" — como aplicar essa lógica de produtividade obscena?

    Cursor: US$ 2B ARR com 50 funcionários = US$ 40M/funcionário. SaaS tradicional: US$ 150-250k/funcionário. 160-265× mais eficiente. Cursor é caso outlier ainda — produto vai com IA, vendido para devs (TAM gigante), pricing simples. Mas direção é clara.

    Drivers do revenue per employee alto: Self-service / PLG (sem SDR/AE de venda longa); pricing simples; suporte automatizado (agentes resolvem 80%+); engenharia produtiva com IA (Cursor faz dogfooding); foco: 1 produto, 1 ICP; sem overhead. Benchmarks: SaaS tradicional $150-300k/funcionário; Top SaaS PLG (Notion, Linear, Figma 2020-22) $500k-1M; AI-first 2024-26 (Cursor, Replit, Anthropic) $1-40M.

    Aplicação NG: Thiago calcula revenue/funcionário NG atual. Compara com benchmark. Antes de contratar +1 pessoa, Rafael pergunta: tem fluxo automatizável? Investir em automação interna agressiva — operações, suporte, marketing. PLG onde aplicável — self-serve onboarding, pricing transparente, free trial. Meta de revenue/funcionário com crescimento — sinal de saúde. Thiago apresenta a métrica trimestralmente em board.

    ?"Indie hacker" como modelo de negócio — quando faz sentido vs VC?

    Daniel: "Indie Hacking é o inimigo da VC. Vou bootstrap, fazer empresa de US$ 10M, ganhar US$ 1M/mês de salário — super honesto." Sem VC, founder mantém 100% do equity. Empresa não precisa virar unicórnio para founder ficar rico — bootstrap a US$ 10M ARR com 80% margem distribui ~US$ 8M/ano.

    Comparação: VC-backed: capital $1-50M, equity founder no exit 5-30%, pressão "100% YoY ou morre", exit M&A/IPO, 7-10 anos até "rich", TAM > $10B. Indie Hacker: capital $0-50k, equity 100%, sustentável, distribuição contínua + venda eventual, 2-5 anos, TAM > $100M. Casos: Basecamp ($100M+ revenue, 50 funcionários, sem VC), Plausible Analytics, Buffer, Wildbit.

    Aplicação NG: Thiago modela honestamente — NG bootstrapped a R$ 30-50M ARR em 5 anos distribui quanto para founders vs NG com Series A diluindo 20%? Se NG quer Series B+ (escala internacional rápida), VC faz sentido. Se quer mercado BR/LatAm em ritmo controlado, indie/bootstrap pode ser melhor. Híbrido: revenue-based financing (Capital Empreendedor). Antes de buscar VC, simular cenários. Fernando valida decisão de capital em board.

    ?"Devs sêniors têm mais dificuldade que juniors" com AI — como atacar isso na NG?

    Lucas (Shiva): "Não tem curso na internet. Devs sêniors têm mais dificuldade que juniors em Shiva." Sêniors carregam paradigma "eu escrevo código" que conflita com "eu direciono IA". Juniores chegam com mente aberta.

    Estudo METR 2025 confirmou empiricamente: devs experientes em projetos próprios ficaram 20% mais lentos com IA. Razões: sênior tem expertise tácita; padrões cognitivos; desconfiança (revisa excessivamente); IA ainda erra em casos complexos.

    Mitigações: treinamento explícito em prompt engineering; pairing júnior-sênior — sênior aprende técnica do júnior; casos de uso certos — não vibe-codar arquitetura crítica; use IA em boilerplate, testes, docs, prototipação; tempo protegido — sênior precisa de 20-40h de tentativa séria.

    Aplicação NG: Rafael lidera workshop interno explícito de 4-8h em prompt engineering para devs sêniors. Pareamento júnior-sênior intencional por 1-2 semanas. Diferenciar contextos: vibe-code para protótipo; rigor tradicional para crítico. Permitir período de queda de produtividade (4-8 semanas). Métrica antes/depois: ciclo de PR, bugs, satisfação. Conversar abertamente: "sênior, você vai ficar lento por 6 semanas. É normal. Persista."

    Sex
    15/05
    13:30

    Vibecoding: Criando uma aplicação do Zero e ao vivo!

    Vinícius Lana · CEO, AI Coders Academy (palestrante externo)

    A.I. In ActionPalco 8

    Tese central

    Vibecoding (termo de Andrei Karpathy) não é "pedir código pra IA" — é disciplina de engenharia. O diferencial: (1) planejar antes de construir (spec-driven), (2) manter human-in-the-loop revisando cada etapa, (3) prototipar barato antes de escalar. A IA escreve o código, mas o humano permanece como arquiteto. "Nunca aceite a resposta da IA como verdade absoluta" — regra-zero. Ferramenta protagonista: Replit (Visa e United já usam, SOC 2, multi-agentes paralelos, sandbox 16GB RAM, deploy 1-clique).

    Método em 4 fases

    1. Planning Mode (NÃO PULE) — agente devolve escopo: o que VAI e o que NÃO VAI ter.
    2. Revisão humana do plano — corte agressivo. "Tudo que adiciona agora vai ser mais caro de editar depois."
    3. Start Building + agentes paralelos — multi-tarefa real. Espere a 1ª versão antes de disparar secundários.
    4. Iteração via Canvas Mode — desenhe/rabisque em cima do preview. Protótipo em HTML primeiro (mais barato em tokens).

    Princípios extraídos

    • Human-in-the-loop é não-negociável — você é o piloto
    • Declare o que NÃO vai existir — tão importante quanto o que vai
    • App Testing + Code Optimization ligados para qualidade
    • Modos de potência — escolha LLM por contexto (Light/Economy/Power)
    • Security Scan obrigatório antes de produção (Semgrep integrado)
    • Separação dev/prod incluindo banco

    Citações

    Imagina chegar no engenheiro e falar: 'galera, tem terreno, tem material, tem dinheiro, constrói um prédio pra mim' — sem planta, sem projeto. Pode ser que saia um prédio, mas vai sair o que você queria?
    Vinícius Lana · AI Coders Academy
    Semana passada, antes de entrar no avião, dei um comando pro Replit. Quando o avião pousou, tava desenvolvido.
    Vinícius Lana
    Gastei 15 dólares pra fazer isso [app de Pilates completo]. 15 dólares não paga nem a primeira conversa com uma software house.
    Vinícius Lana

    Dados-chave

    • Custo app Pilates completo (auth, agenda, CRUD): US$ 15 em créditos
    • Aumento de código duplicado em bases vibe-codadas: 4× em 1 ano
    • Sandbox Replit: 16 GB RAM · auto-scale até 10 servidores
    • Custo "modelo antigo" para MVP equivalente: R$ 50-100 mil + meses de time
    • Replit é a única plataforma vibe coding com SOC 2 (segundo o palestrante)
    • Empresas grandes usando: Visa, United Airlines

    💡 Como adaptar para a NG

    1. Rafael adota Replit como ferramenta oficial de prototipação — mock de telas, internal tools, validação UX. Não é core de produção ainda.
    2. Rafael publica guardrails de compliance: nada de produção dentro do Replit. Padrão Visa/United (dev no Replit + deploy externo via GitHub).
    3. Rafael lidera workshop interno de 2h replicando as 4 fases do método.
    4. Rafael publica template de prompt NG padronizado (objetivo, stack, o que NÃO incluir, critério de pronto).
    5. Rafael executa Experimento A — Internal tool: pegar necessidade ops, construir 100% vibe-coded. Medir tempo, custo, satisfação.
    6. Rafael executa Experimento B — Feature periférica: vibe-coded + revisão sênior + integração. Medir PR review time, bugs.
    7. Rafael executa Experimento C — Sales engineering: vendedor + PM mockam customização para prospect grande.
    8. Rafael define métricas: time-to-prototype <1 dia, custo médio <US$ 50, % devs ativos = 70% em 90 dias.
    9. Rafael conecta com Vinícius Lana / AI Coders Academy: pricing enterprise, workshop fechado, SOC 2/LGPD compliance.

    FAQ — Dúvidas que esta palestra gera

    ?"Planning Mode" — como descrever intenção em linguagem natural para reduzir alucinação?

    Antes de gerar código, ativa Planning Mode. Descreve intenção em linguagem natural. Agente devolve escopo (o que vai ter, o que NÃO vai ter). Versão estruturada de "spec-driven development". Espera 2-5 min para gerar plano em vez de jogar código fora depois.

    Variantes: Replit Agent Planning Mode; Cursor Plan Mode; Anthropic "extended thinking"; manual (você mesmo escreve PRD/spec, alimenta o LLM). Template típico: problema (o que resolver, para quem); solução proposta em 3-5 bullets; stack obrigatório; constraints (o que NÃO incluir); casos de uso (3-5) com critério de aceitação; out of scope explícito; critério de pronto. Princípio: 10 min de spec poupam 2h de iteração.

    Aplicação NG: Rafael publica template padrão de prompt inicial (snippet/macro) — toda task começa com spec. Para tasks <1h, spec mental. Para >2h, spec escrito obrigatório. Em Pair com IA: dev escreve spec, IA revisa spec, depois IA codifica. Code review: revisor lê spec antes do código. Acumular specs como documentação.

    ?"Declare o que NÃO vai ter" — por que isso reduz alucinação?

    Vini: "É muito importante que a gente tenha muito claro o que vai ter, mas principalmente o que NÃO vai ter — pra ela não alucinar." Sem fronteira explícita, IA "completa" o que falta com palpite. Definir fronteira reduz superfície de erro.

    Princípio reconhecido: negative constraints > positive only; anchor and exclude: "construa X, mas NÃO inclua Y, Z, W"; anti-pattern docs: docs explícitas de "como NÃO fazer" são canon em Linux kernel, Erlang OTP — agente lê e respeita. Exemplo prático para spec inclui sempre INCLUIR (tela de login, reset de senha, logout) e NÃO INCLUIR (SSO — fase 2; 2FA — fase 2; login social — nunca; dashboard admin — feature separada).

    Aplicação NG: Rafael define template de spec NG incluindo seção obrigatória "Out of Scope". Em code review, perguntar: "ficou no escopo? não vazou pra fora?". Para clientes, propostas comerciais com "incluído" + "não incluído" explícito reduzem scope creep. Em vibe-code, sempre dizer "não use lib X, não toque arquivo Y, não mude schema Z".

    ?"Multi-agente em paralelo" — quando vale e como organizar?

    Demo abriu 3 agentes simultâneos (app web + pitch deck + app mobile). Esperar primeira versão antes de disparar secundários — herdam contexto. Paralelização funciona quando tasks são independentes ou quando primeiro output serve de contexto para os próximos.

    Padrões: fan-out (1 task pai gera N sub-tasks independentes — feature → backend + frontend + tests); sequential com handoff (A entrega para B entrega para C); critic + writer (1 escreve, outro critica); specialized agents (agente design, backend, tests). Anti-patterns: paralelizar tasks que mexem no mesmo arquivo → merge conflicts; paralelizar sem contexto → reinvenção de roda; muito paralelo → caos de revisão.

    Aplicação NG: Rafael define no sprint planning tasks paralelizáveis vs sequenciais. Para features grandes: spec → backend + frontend + tests em paralelo após spec aprovada. Cap em 3-5 agentes paralelos por dev — mais é incontrolável. Review obrigatório após cada agente terminar. Métrica: throughput por dev (PRs/semana).

    ?"App Pilates por US$ 15" — é real para produção ou apenas POC?

    App Pilates completo (auth, agenda, CRUD alunos, planos) feito em US$ 15 em créditos Replit. US$ 15 é custo de créditos Replit Agent (tokens), não custo total. Não inclui: hosting contínuo, banco em produção, manutenção, escalabilidade, segurança em produção, custom domain.

    Custos reais: build em vibe-code US$ 15-200 em créditos para MVP médio; hosting Replit Deployment US$ 20-200/mês; banco PostgreSQL (Neon, Supabase) US$ 0-100/mês; domínio + SSL ~US$ 12/ano; email transacional (Resend, Postmark) US$ 0-50/mês; storage (S3, Cloudflare R2) US$ 5-50/mês. Total mensal: US$ 50-500 para app pequeno em produção. Comparação: software house BR R$ 30-150k para MVP + 30-50%/ano manutenção; dev freelancer R$ 15-50k + horas.

    Aplicação NG: Rafael usa Replit/Lovable/v0 para POCs e protótipos — custo trivial. Para feature periférica: vibe-code + revisar + integrar à base. Para core: vibe-code como acelerador, mas dev sênior na arquitetura — não 100% vibe. Modelo de custo total: créditos + hosting + manutenção. Para clientes da NG: usar vibe-code internamente para gerar customizações rápidas — pode virar receita extra.

    ?"Replit vs Cursor vs Lovable vs Claude Code" — qual usar quando na NG?

    Vini foca em Replit (web-based, deploy embutido). Cursor integrável. Lovable "sem opinião de arquitetura". Claude Code via CLI. Cada ferramenta tem fit. Não é "uma vence" — combinar.

    Comparação prática:

    • Cursor ($20-40/mês) — IDE local (VS Code fork), dev profissional, repo grande, controle fino.
    • Replit Agent ($20-200/mês) — web-based, protótipo rápido, dev novo, deploy 1-click, mobile.
    • Lovable ($20-100/mês) — landing page, MVP visual, não-dev.
    • v0 by Vercel ($20-200/mês) — componentes React/Next.js, design system.
    • Claude Code ($20-200/mês) — CLI agentic, devs avançados, integra ao fluxo.
    • Windsurf ($15-40/mês) — alternativa Cursor.
    • Bolt.new (Free-$200/mês) — equivalente Replit.
    • Aider (API custo) — CLI open-source, controle máximo.

    Aplicação NG: Rafael configura:

    • Devs core (4-6 pessoas): Cursor Business + Claude Code (Max plan) + Replit/v0 para protótipo.
    • PMs/designers: Replit + v0 + Lovable para mockup rápido.
    • Comercial/CS: Lovable + ChatGPT/Claude para landing pages e internal tools.
    • Compliance: regra explícita — nada de dado de cliente em produção em Replit.

    Reavaliar stack a cada 6 meses — mercado se move rápido. Thiago aprova budget consolidado.

    Stack de Vibe Coding para a NG

    Sintetiza o dossiê completo em 5 camadas, tabela de ferramentas, padrão de orquestração, top 5 práticas e pauta de workshop interno. Material de referência operacional para Rafael e o time de engenharia.

    5 camadas do stack

    Pense o stack em camadas concêntricas: o Core (Claude Code) puxa contexto via MCPs, despacha tarefas para Sub-agentes especializados, apoia-se em Ferramentas Auxiliares e tudo só rende com a camada de Cultura. Sem ritual, é coleção de ferramentas órfãs.

    1

    Core

    Camada central onde mora o agente orquestrador. Foco em Claude Code (CLI agêntico) com CLAUDE.md por subpasta e Plan Mode obrigatório.

    Claude Code · Cursor · Codex
    2

    MCPs

    Conectores que dão ao agente acesso ao mundo real: código, banco, issues, deploys, comunicação. Tier 1 instalado na semana 1.

    GitHub · Postgres · Linear · Slack · Sentry
    3

    Sub-agentes

    Especialização. Planner → Coder → Reviewer → Ops → QA. Compartilham contexto via arquivos no repo (specs versionadas), não passagem direta.

    planner · coder · reviewer · ops · qa
    4

    Auxiliares

    Editor (VS Code), CI (GitHub Actions + Semgrep), hosting (Vercel + Supabase), observability (Sentry + PostHog), docs (Notion + repo).

    Replit · v0 · Lovable · Semgrep
    5

    Cultura

    Ritual "AI Sextou", Plan Mode review na segunda, token budget review quinzenal, pair humano+IA, CLAUDE.md em cada subpasta, "Cavaleiro do Apocalipse" (Rafael).

    Rituais · Slack #ai-learnings · Loom

    Tabela de ferramentas mencionadas no SPIW

    Subset operacional com foco no que tem trade-off claro para a NG. Linhas destacadas = Tier 1 (adotar nas próximas 4 semanas).

    FerramentaO que fazQuem mencionouTrade-offRecomendação NG
    Claude CodeCLI de coding agêntico (Anthropic)Folloni, LanaRate limits apertando; R$ 1.200/mês << R$ 30k de devCentro do stack. Plano Max para Rafael e devs (Thiago aprova).
    ReplitPlataforma Vibe Code completa: agente + VM + DB + deploy + mobileLanaLock-in parcial (exporta GitHub); SOC2 certificadoProtótipos e POCs; não produto core. Padrão Visa/United.
    CursorIDE com AI nativa (VS Code fork)Lana, CordeiroSaaS mais rápida da história ($40M/funcionário)Alternativa ao VS Code+Claude Code para devs que preferem inline diffs.
    SemgrepSAST (Static Application Security Testing)Lana (via Replit Security Scan)OSS + CloudAdotar no CI da NG — Free tier resolve para começar.
    GitHubRepo hosting + CI + MCPLana, FolloniAlerta Folloni: mudou padrão de privacidade — opt-out manualManter (padrão); revisar settings de privacidade da conta NG.
    Anthropic Claude.aiLLM + interface chat + ProjectsFolloni, Horn, LanaOpt-out (não opt-in) para treinamentoPara founders não-técnicos (Thiago, Fernando). Plano Max.
    v0 by VercelUI components React/Next.js a partir de prompt(inferido)Foco em design systemPara componentes específicos do design system NG.
    LovableApp builder Vibe Code (web)FolloniCrítica Folloni: sem opinião arquitetural, "impossível dar manutenção"OK para landing pages descartáveis. Não para produto core.
    Bolt.newApp builder Vibe Code (web)(não citado nominalmente)Equivalente ReplitIgnorar — Replit cobre.
    Codex (OpenAI)CLI de coding agênticoLana (instalável dentro do Replit)Opcional como segundo agente para diversidade de modelo.
    Gemini Flash + CLILLM leve do Google + CLILana (modo Light do Replit)Bom para tarefas baratas/alto volumeVia Replit em Light, ou direto API para workflows de volume.
    GitHub CopilotSugestões inline IDE(não citado)Manter como complemento ao Claude Code ou pular.
    WindsurfIDE fork, similar Cursor(não citado)Alternativa Cursor (avaliar a cada 6 meses).
    ManusPlataforma agente AIFolloni"Não tem modelos próprios"Pular.
    Base 44Plataforma Vibe CodeCordeiro (caso de venda Wix US$ 80M em 6 meses)Já vendidaCaso de estudo. Não adotar.
    Expo / Expo GoFramework + app para React NativeLanaSe NG decidir lançar mobile nativo.
    n8nOrquestrador de workflows com nodes IAPlateia (Folloni)Self-hosted ou cloudProvavelmente útil já — automações entre Stripe/HubSpot/etc.
    Print Press (?)"Transforma qualquer coisa em CLI" (legados sem API)FolloniNome pode ter sido transcrito imperfeitamenteInvestigar antes de adotar; ou usar Playwright/Browser-Use/MCP custom.
    Meta AI / WhatsApp AIAgente conversacional em WhatsAppHornPrivacidade como diferencialAcompanhar se NG tem leads via WhatsApp.
    WhatsApp Business APIAPI oficial (via BSP)Horn, plateiaDocumentação difícil; precisa BSP (Take Blip, Zenvia)Se NG vende por WhatsApp, considerar BSP BR.
    Abacate PayPagamentos Pix focado em Indie Hackers BRDaniel LimaBrasil-only; comunidade é o moatConsiderar para checkout SaaS BR.
    SupabaseBackend-as-a-Service (DB + Auth + Storage)(recomendação técnica)Postgres gerenciado + Auth — minimiza ops.
    VercelHosting de frontend, CI nativo(recomendação técnica)Padrão para frontend Next.js.
    Sentry + PostHogErros + analytics produto + feature flags + session replay(recomendação técnica)PostHog tem MCP para AI consumir dadosAdotar par.
    Granola / FirefliesTranscrição + resumo de reuniões(inferido do agente Horn)LGPD: consentimentoRafael adota primeiro; estender a heads em 90 dias.
    LangfuseObservabilidade de prompts (open source)(recomendação técnica)Self-hostedLogar 100% dos prompts da NG — semana 1.
    Loom / TellaGravar walkthroughs de prompts/workflows(recomendação técnica)Replicação cultural — alimenta banco interno.
    NotionWiki executivo + MCP nativo(recomendação técnica)Wiki + Projects para founders + MCP no Claude Code.
    DiscordComunidade de clientesDaniel Lima ("quarto de SaaS")Avaliar para comunidade NG.
    Shiva (Lucas Marques)Comunidade + fundo para solo founders AILucasNetwork — Rafael/Thiago podem aplicar como founders.

    Padrão Planner → Coder → Reviewer → Ops

    Lana mostrou paralelismo em Replit (3 agentes simultâneos: web, slides, pitch). Claude Code permite isso nativamente via sub-agents. Recomendação NG: orquestração serializada com pontos de paralelismo controlado.

    Fluxo padrão para features médias e grandes

    Rafael atua como orchestrator humano. Agentes compartilham contexto via arquivos no repo (specs versionadas), não passagem direta.
    flowchart LR
      H[Humano Rafael
    orchestrator] -->|task no Linear| P[planner.md
    Plan Mode] P -->|docs plans feature.spec.md| R1{Spec OK?} R1 -->|sim| C[coder.md
    Implementa] R1 -->|nao| H C -->|PR| RV[reviewer.md
    diff + security] RV -->|review.md| Q[qa.md
    Vitest + Playwright] Q -->|tests passando| O[ops.md
    migrations + flags + deploy] O -->|deployed| H C -.paralelo.-> Q

    Limite prático: 3-4 agentes paralelos por dev. Lana cita até 10 em Replit; para Claude Code, mais que 4 vira overhead cognitivo humano. Não escalar agentes para resolver problemas de planejamento.

    Top 5 práticas para começar (próximas 4 semanas)

    Prática 01
    CLAUDE.md em cada subpasta

    Princípio Folloni: "se deu pau no sign up, tem pastinha sign up — agente lê 3 arquivos, não 500". Por subpasta: propósito (3 linhas), padrões, modelos-chave, "don'ts", comandos comuns. Rafael cria template e roda na raiz + 5 subpastas críticas.

    Prática 02
    Plan Mode obrigatório para tasks > 1h

    Ritual Lana: Rafael abre task no Linear → invoca /plan no Claude Code → revisa output → só então autoriza implementação. Spec versionada em docs/plans/<feature>.md. 10 min de spec poupam 2h de iteração.

    Prática 03
    Ritual "AI Sextou" toda sexta

    Folloni + Berardo: 45 min, time todo, cada um traz 1 hit + 1 fracasso. Hits viram slash commands ou skills versionados. Fracassos viram docs/ai-learnings/<data>.md. Rafael abre a 1ª sessão para desbloquear o time. Meta: 8 cases/mês após 60 dias.

    Prática 04
    Declare o que NÃO vai ter

    Princípio Lana: "tão importante quanto o que vai ter, pra ela não alucinar". Template de spec NG inclui seção obrigatória "Out of Scope". Em code review, perguntar: "ficou no escopo? não vazou?". Em prompts: "não use lib X, não toque arquivo Y, não mude schema Z".

    Prática 05
    Nunca aceite a primeira resposta como verdade

    Takeaway #1 de Lana. Humano sempre revisa diff antes de aceitar. Code review obrigatório por outra pessoa (humano), mesmo quando agente fez tudo. Accountability sempre humano (Horn: "ela pensa, você decide"). Cultura escrita no CONTRIBUTING.md.

    Workshop interno proposto (2-3h)

    Audiência: time NG inteiro (devs + produto + comercial + ops + Fernando se quiser). Objetivo: todo mundo sai com 1 agente / 1 workflow rodando que vai usar amanhã. Materiais para preparar antes: repo de exemplo com .claude/ completo; lista de 5 issues "starter" no Linear; acesso provisionado a Claude.ai (Pro mínimo) para todos.

    Pauta — Vibe Coding na prática para a NG

    2-3h · Host: Rafael · Co-host opcional: Vinícius Lana (AI Coders Academy) · Format: presencial + Loom da gravação
    Bloco 1 · 30 min
    Por que isso muda tudo

    Abertura: efeito Dunning-Kruger (Horn). Casos absurdos da semana: Josan/Ceará, Abacate Pay 20k CNPJs zero pago, Cursor $40M/funcionário. Demo de 10 min: Rafael cria mini-app no Replit Canvas a partir de rabisco. Mensagem-chave: "está mudando agora — quem não se mexer fica para trás" (Folloni).

    Bloco 2 · 45 min
    Plan Mode na prática

    Demonstração do ciclo Spec Driven Development (Lana). Cada participante (mesmo não-dev) escreve prompt em Plan Mode para melhoria que quer ver no produto. Revisão coletiva: bons prompts vs vagos. Princípio Lana: "o que NÃO vai ter" sempre no prompt.

    Bloco 3 · 45 min
    Sub-agentes e MCPs

    Demo Rafael: rodar planner → coder → reviewer em bug real do backlog. Mostrar GitHub MCP + Linear MCP em ação (agente cria PR + atualiza issue). Cada dev configura 1 MCP novo no próprio Claude Code.

    Bloco 4 · 20 min
    Build in Public interno

    Apresentar ritual "Como usei IA esta semana" + canal #ai-learnings. Cada pessoa compromete-se com 1 mini-experimento na próxima semana. Comprometer 1 sexta-feira por mês para "AI demo day" com show-and-tell.

    Bloco 5 · 15 min
    Q&A + leitura recomendada

    Vídeo Folloni "Cloud Code para pessoas normais". Newsletter "AI Around The Horn". Livro "Márcia da IA" (Guilherme Horn). Comunidade Indie Hackers Brasil. Próximas datas e responsáveis.

    Plano de aplicação NG — próximos 90 dias

    Síntese consolidada das aplicações NG, agrupada em 6 frentes (adiciona "Vibe Coding NG" como frente dedicada). Cada ação tem responsável (Rafael/Thiago/Time — Fernando só em "validação board"), horizonte, objetivo mensurável, dependência e coluna explícita "Validação Board" (Sim/Não).

    1Cultura IA First — letramento e ritualização

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Ritual semanal "AI Sextou" (sexta, 45 min, time todo)Rafael30 dias4 sessões realizadas · banco de 20+ casos documentadosCalendário fechado · canal Slack #ai-learningsNão
    Licença IA para 100% do time (Claude/ChatGPT Enterprise + Cursor + Gamma + Notion AI)Thiago30 dias100% dos colaboradores com acesso · >70% logando semanalmenteAprovação de budgetSim · valor consolidado
    Atualizar JDs com cláusula "uso fluente de IA é expectativa"Thiago + People60 dias100% das JDs revisadas · cláusula em template de novas contrataçõesHead of People engajadoNão
    Programa "Embaixadores AI" — 1 por área, 4-6 pessoas, reunião quinzenalRafael60 dias6 embaixadores designados · 4 reuniões · 1 case de impacto por embaixadorPesquisa de adoção concluídaNão
    OKR semestral com objetivo cross-funcional de IA por áreaThiago90 dias5 OKRs aprovados · KPI base mensurado · meta semestral definidaCiclo OKR abertoSim · alinhamento estratégico
    Ranking interno de tokens (KPI imperfeito mas crítico para inércia)Rafael60 diasDashboard mensal publicado · top 5 e bottom 5 visíveisLogging Langfuse rodandoNão
    Lançar "AI Cases NG" (modelo Vai Além Sami) — submissão mensal + votação + day-offRafael30 dias1 ciclo completo no mês · ≥5 submissões · 3 vencedores premiadosNão

    2Produto — do estágio 1 (automação) ao estágio 3 (agentes)

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Matriz 2×2 NG: processos entre "automatizado vs redesenhado" e "estágio 1 vs 3" (Horn)Rafael + PMs30 diasMatriz publicada · 3 processos selecionados para subir para estágio 3Workshop interno de 1 diaNão
    Catálogo de casos por nível de risco (Chiavegatto): operacional / burocrático / decisão críticaRafael30 dias20+ casos classificados · roadmap diferenciado por nívelNão
    Reposicionar dashboards passivos como agentes que dão opinião proativa (DataWake)Time Produto90 dias1 feature "conversar com seus dados" em prod · NPS específico > 50Trigger conversacional + LLM contextualNão
    WhatsApp como canal primário para insights/alertas-chave (Horn)Time Produto90 dias1 fluxo crítico entregue via WhatsApp · adoção >30% da base ativaContrato BSP (Take Blip ou Zenvia)Sim · contrato anual
    "Política do mandato": onde IA roda solo vs human-in-the-loop (vender como feature)Rafael + Jurídico60 diasDocumento público · cláusula em contratos enterprise · referência em pitchCatálogo de casos por risco prontoNão
    Federated learning como arquitetura multi-tenant (modelo melhora sem dado sair)Time Eng90 diasPOC funcionando · 1 cliente design partner validando · roadmap arquiteturalDesign partner identificadoSim · decisão arquitetural
    SDK de extensibilidade para "citizen developers" do cliente (modelo enfermeira Sami)Time Eng + Rafael90 diasSDK alpha publicado · 1 cliente construindo extensãoAPI pública estávelNão

    3Vibe Coding NG — produtividade de engenharia

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Sprint 0 setup: CLAUDE.md raiz + .claude/agents + .claude/commands + Semgrep no CIRafael7 diasRepo principal com estrutura completa · CI rodando SemgrepNão
    MCPs Tier 1 instalados: GitHub + Postgres + Linear + Slack + SentryRafael14 dias5 MCPs ativos · 1 caso de uso validado por MCPNão
    Adotar Replit como ferramenta oficial de prototipação (não core de produção)Rafael30 dias2 Power seats + free seats para todos · stack documentadaBudget aprovadoNão
    Workshop interno de 2h sobre método 4-fases (Planning → Review → Build paralelo → Canvas)Rafael30 dias100% dos devs treinados · template de prompt NG publicado · Loom gravadoMateriais preparados (issues starter)Não
    CLAUDE.md em 5 subpastas mais críticas do repo (princípio Folloni)Rafael + Devs21 dias5 CLAUDE.md publicados · redução medida em tokens/PRSprint 0 fechadoNão
    Padrão Planner → Coder → Reviewer rodando em 1 feature inteira (case study interno)Rafael45 dias1 feature end-to-end com sub-agentes · doc do caso publicadoSub-agentes configuradosNão
    3 skills NG-custom: db-migration, multitenant, changelogTime Eng60 dias3 skills versionadas no .claude/ · usadas em ≥10 PRsPadrões NG definidosNão
    Experimento A — Internal tool 100% vibe-coded (ex: migração de cliente)Time Eng60 dias1 internal tool em uso · custo < US$ 50 · NPS interno medidoReplit ativoNão
    Experimento B — Feature periférica vibe-coded com revisão sêniorTime Eng90 dias1 feature em prod · bugs ≤ paridade · velocidade comparadaExperimento A concluídoNão
    Token budget review quinzenal estabilizadoRafael60 diasReviews acontecendo · custo/projeto trackeado · ROI documentadoLangfuse rodandoNão
    Métrica north star: cycle time (ideia → produção) e deploys/semanaRafael30 diasBaseline medido · meta 90 dias = -30% no cycle timeTelemetria de PRs ativaSim · KPI estratégico
    Conectar com Vinícius Lana (AI Coders Academy) — pricing enterprise / workshop fechadoRafael14 diasContato feito · proposta recebidaNão

    4Captura de valor — pricing, comunidade e moat

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Revisar pricing NG sob ótica de "% custo evitado" vs seat (Bolha + Unicórnios)Thiago + Comercial60 dias2 modelos de pricing por valor desenhados · 1 piloto com design partnerWorkshop captura de valorSim · mudança de pricing
    Frame "+1,5pp ROIC + 2,5pp crescimento = 2× valor" no pitch enterpriseRafael30 diasFrame incorporado no deck · usado em 5+ reuniões de board clienteCalculadora simplesNão
    Build in Public — Thiago (rosto público) + Rafael (técnico) cadência semanalThiago + Rafael90 dias3 posts/sócio/semana · crescimento de seguidores · 1 lead inbound/sócio/mêsCalendário editorialNão
    Comunidade nichada com ICP NG (WhatsApp/Discord) — roadmap público votadoMarketing + PM90 dias500+ membros · 1 release votado entregue · NPS comunidade > 60Plataforma escolhidaNão
    Mapear FINEP, BNDES, lei do bem, FAPESP, Acelera Startup FIESP para projetos NGThiago + Financeiro60 dias3 mecanismos avaliados · 1 candidatura submetida · valor potencial estimadoLucro Real vs Presumido confirmadoSim · candidatura formal
    Aproximar Conselho IA FIESP (Rodrigo Barros) — network institucionalThiago30 diasContato feito · reunião agendada · participação em 1 evento FIESP no semestreSim · posicionamento institucional
    "AI Maturity Score NG" — formulário web com 10 perguntas McKinsey + 3 qualificadorasRafael21 diasLead magnet publicado · 50+ leads em 30 dias · taxa conversão lead → MQL medidaPipeline de distribuição (LinkedIn, parcerias)Não

    5Governança, segurança e risco

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Auditar Shadow AI internamente (quem usa ChatGPT externo com dados de cliente?)Rafael30 diasPesquisa anônima respondida · política publicada · migração para tooling corporativoNão
    Setup de governança de IA: Langfuse + PII redaction + DPA Anthropic/OpenAITime Eng60 diasStack rodando · POC em 1 fluxo · roadmap para todos os fluxosNão
    Treino anti-deepfake para liderança (simulação "ligação do CEO")Thiago30 dias1 simulação executada · política de dupla confirmação publicadaPalavra-código rotativa definidaSim · alinhar com Fernando
    Zero-trust no produto NG: SSO, MFA, RBAC fino, audit log imutávelTime Eng90 diasGap analysis · 3 controles implementados · pronto para RFP enterpriseStack de identidade escolhidoSim · investimento SOC 2
    Diligence em todos os vendors de IA (onde os prompts param? Data leak?)Rafael + Jurídico60 diasInventário completo · contratos enterprise revisados · 1 vendor migrado se necessárioNão
    Plano de resposta a incidente AI-native (deepfake, exfiltração via LLM, phishing IA)Thiago + Eng90 diasRunbook publicado · 1 tabletop exercise realizado · contatos externos prontosAvaliar MDRSim · contrato MDR
    RFP de MDR (Tempest, Sophos, AccCyber, Arctic Wolf) — R$ 30-50k/mêsRafael60 dias3-5 propostas recebidas · vendor escolhido · contrato em revisãoConexão Adriano Mano feitaSim · valor mensal
    AI Risk Tier Policy (Chiavegatto) publicada como material de venda enterpriseRafael60 diasDoc publicado · usado em 3 RFPs enterpriseCatálogo de casos por riscoNão

    6Estratégia, capital e portfólio (frente que sobe ao board)

    AçãoResponsávelHorizonteObjetivo mensurávelDependênciaValidação Board
    Modelo H1/H2/H3 explícito no roadmap NG (Embraer/Fronteiras)Rafael30 dias70% core / 20% adjacente / 10% disruptivo · squad H3 protegidoSim · alocação de recursos
    Modelar honestamente NG bootstrapped (10-50M ARR) vs Series A diluindo (Unicórnios)Thiago60 dias2 cenários modelados · simulação distribuição vs equity · recomendaçãoProjeção financeira atualizadaSim · decisão fundadora
    Auditar perfil NG nos 3 quadrantes Anderson (beneficia / reposicionando / em risco)Rafael + Thiago30 diasDiagnóstico honesto · 3 ações para mover de (b) para (a)Pesquisa com top 10 clientesSim · estratégia anti-saaspocalypse
    Avaliar holding de produtos (Pieter Levels model) — listar 5-10 dores adjacentes do ICPThiago90 diasBacklog de 5+ produtos potenciais · critério de "quando lançar produto 2"Produto core estávelSim · estratégia portfólio
    Repensar tamanho-alvo do time: lean (1-6 pessoas/squad) com revenue/funcionário como north starThiago60 diasBaseline revenue/funcionário medido · meta 2027 definida · comunicada ao timeSim · estrutura organizacional
    Comitê de IA mensal (Rafael + Thiago + heads) com pauta fixa de 1hThiago30 dias4 reuniões realizadas · ata publicada · 1 decisão estratégica/mêsSim · status trimestral para Fernando

    Padrão de governança: ações marcadas Sim sobem para a reunião semanal de board com o Fernando (Rafael ou Thiago apresentam). Demais ações ficam no comitê interno semanal. Fernando aparece como aprovador de capital, posicionamento institucional e mudanças estruturais — não como executor.

    Workshops sugeridos para o time NG

    Seis workshops temáticos, incluindo um dedicado a Vibe Coding. Conteúdo já mapeado nas palestras — só precisa empacotar e entregar.

    Workshop 01

    Vibe Coding na prática — método das 4 fases + sub-agentes

    ⏱ 2-3h👥 Time todo (devs + PMs + comercial)

    Pauta completa extraída do dossiê de Vibe Coding. 5 blocos: Por que muda tudo (30 min) · Plan Mode na prática (45 min) · Sub-agentes e MCPs (45 min) · Build in Public interno (20 min) · Q&A (15 min). Cada participante sai com 1 agente/workflow rodando.

    • Demo Replit Canvas a partir de rabisco (Rafael)
    • Cada participante escreve prompt em Plan Mode
    • Demo planner → coder → reviewer em bug real
    • Cada dev configura 1 MCP novo
    • Compromisso: 1 mini-experimento na próxima semana
    Host: Rafael (com base no dossiê e palestra de Vinícius Lana). Co-host opcional: contratar AI Coders Academy.
    Workshop 02

    AI First Operations — todas as áreas criam seus agentes

    ⏱ 4h (manhã)👥 Toda a NG

    Replicar o modelo Sami "Vai Além" e Creditas "4 pilares Pessoas": cada área (Comercial, CS, Marketing, Finance, Ops) mapeia 3 casos de uso próprios e sai do workshop com 1 agente em construção. Quebra do mito "IA é coisa de TI".

    • Apresentação do framework Chiavegatto (3 níveis de risco)
    • Sprint de 90 min por área: identificar caso, escrever prompt, validar
    • Apresentação cruzada: cada área mostra seu agente
    • Setup de submissão mensal de casos com votação (programa "AI Cases NG")
    Host: Rafael + 1 embaixador por área. Inspiração direta: Berardo (Sami) + Maçan (Creditas).
    Workshop 03

    Captura de valor pós-IA — pricing, moat e narrativa

    ⏱ 3h👥 Comercial + Produto + Founders

    Workshop estratégico para repensar pricing NG de "% custo evitado" em vez de seat, e desenhar mecanismos de moat: efeito de rede, dados proprietários, comunidade. Saída: 2 modelos de pricing testáveis com design partners.

    • Framework Anderson Thees: 3 perfis de empresa pós-IA
    • Exercício Rodrigo Barros: +1,5pp ROIC + 2,5pp crescimento = 2× valor — aplicar a 3 clientes NG
    • Frame Daniel Lima: comunidade como moat distribuído
    • Desenho de 2 pricing alternativos para piloto
    Host: Thiago lidera (CEO) + Rafael apoia. Material-base: palestra Bolha + Unicórnios. Saída sobe para Fernando em board.
    Workshop 04

    Governança de IA — antes que vire problema

    ⏱ 2h👥 Eng + Jurídico + Liderança

    Setup de governança que protege a NG e vira diferencial enterprise: rastreabilidade de prompts, observabilidade, logs auditáveis, política do "mandato", Shadow AI mapeado e remediado.

    • Caso Sami: por que adoção "rápido demais" queimou a área por meses
    • Política do mandato: documentar como feature de venda
    • Auditoria Shadow AI: pesquisa + migração para tooling corporativo
    • Treino anti-deepfake + política de dupla confirmação
    • Diligence em vendors de IA (onde os prompts param?)
    Host: Rafael + jurídico externo. Base: Folloni + Berardo (Sami) + IA vs IA Cibersegurança. Saída sobe para Fernando.
    Workshop 05

    Build in Public + Comunidade — o novo CAC zero

    ⏱ 3h + cadência mensal👥 Founders + Marketing + CS

    Daniel Lima fez Abacatepay com R$ 0 de tráfego pago e 20k CNPJs. Workshop para definir cadência e formato de Build in Public para Thiago (rosto público) + Rafael (técnico) + setup de comunidade nichada com ICP NG (WhatsApp/Discord) que vota o roadmap.

    • Como expor rotina/decisões/métricas sem cair em vaidade
    • Cadência semanal viável: 1 thread + 1 vídeo + 1 bastidor por sócio
    • Setup de comunidade (canais, regras, primeiro release votado)
    • Métricas: seguidores → leads inbound → conversão
    Host: Thiago (rodar piloto interno antes), com referência direta às práticas de Daniel Lima (Abacatepay), Lucas Marques (Shiva) e Guilherme Horn (transformação de mindset).
    Workshop 06

    Diagnóstico 3 estágios (Horn) — onde a NG está hoje?

    ⏱ 1 dia (workshop)👥 Rafael + Thiago + heads

    Replicar a Matriz 2×2 NG (automatizado vs redesenhado, estágio 1 vs 3). Listar processos de vendas, CS, produto, ops, RH, finance e classificar cada um. Escolher 3 processos para mover do estágio 1 ao 3 nos próximos 90 dias.

    • Mapa de processos NG (top 10-20)
    • Análise: que parte usa IA hoje? Qual % do trabalho?
    • Classificação por estágio (1/2/3)
    • Visão alvo em 12-24 meses por processo
    • Plano de transição com responsável e prazo
    Host: Rafael. Frame: Horn (3 estágios) + McKinsey (10 práticas high performers). Saída vira oferta consultiva também para clientes.